Otimização e validação de metodologia analítica para a determinação de fármacos anticonvulsivantes e seus metabólitos por MEKC

O tratamento básico para diferentes transtornos convulsivos tem sido realizado com o uso de fármacos conhecidos como anticonvulsivantes. Esses medicamentos, especialmente fenobarbital e fenitoína, estão entre os primeiros fármacos para os quais o monitoramento terapêutico mostrou grande importância...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Sozza, Marlene Aparecida
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2001
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-31102025-151845
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75132/tde-31102025-151845/
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:analytical validation
anticonvulsant drugs
eletroforese capilar micelar
fármacos anticonvulsivantes
MEKC
metabolites
metabólitos
method optimization
micellar electrokinetic chromatography
otimização de método
validação analítica
Descrição
Resumo:O tratamento básico para diferentes transtornos convulsivos tem sido realizado com o uso de fármacos conhecidos como anticonvulsivantes. Esses medicamentos, especialmente fenobarbital e fenitoína, estão entre os primeiros fármacos para os quais o monitoramento terapêutico mostrou grande importância no tratamento de pacientes. O monitoramento terapêutico de fármacos é uma das áreas de maior crescimento em laboratórios clínicos, devido à contínua introdução de novos medicamentos, e é utilizado para ajustar a dose ao paciente, a fim de alcançar respostas clínicas ótimas, determinando-se os níveis plasmáticos durante a terapia. Devido às inúmeras vantagens da eletroforese capilar, como o pequeno volume de amostra requerido, baixo custo operacional e alta eficiência de separação, essa técnica, mais especificamente a cromatografia eletrocinética micelar (MEKC), foi utilizada neste trabalho para a quantificação de carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, primidona, lamotrigina, 10,11-epóxido carbamazepina e 2-fenil-2-etilmalonamida em plasma humano. Vários parâmetros foram avaliados, como pH do tampão, concentração do surfactante e voltagem, utilizando-se um capilar de sílica fundida de 50 µm de diâmetro interno, com detecção a 210 nm (diode array). Devido à baixa sensibilidade, na etapa de quantificação dos fármacos, utilizou-se um capilar de 75 µm de diâmetro interno com 150 µm na janela de detecção. Os limites de detecção e quantificação foram aproximadamente 0,5 µg/mL e 1,3 µg/mL, respectivamente. Foram avaliados também linearidade, precisão e recuperação, apresentando coeficientes de correlação de 0,99 e valores de precisão inferiores a 10%. As amostras de plasma submetidas ao processo de extração não apresentaram interferentes, com exceção do pico da carbamazepina, que foi monitorado em outro comprimento de onda (285 nm) para contornar o problema. Os resultados obtidos demonstraram que a MEKC é viável para a análise dos fármacos e metabólitos propostos e, aliada às suas inúmeras vantagens, essa técnica mostra-se bastante promissora para a análise de fluidos biológicos.