Geografias lésbicas: reconfigurações espaciais de mulheres negras sapatão no Rio de Janeiro, RJ
As Geografias Lésbicas constituem a vertente dos estudos geográficos corporificados que utilizaremos para discorrer sobre as sexualidades postas espacialmente e os desdobramentos que surgem de corpos não heteronormativos e dissidentes. Entende-se por Geografias Lésbicas o campo de pesquisa no qual s...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRRJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/22209 |
| Acceso en línea: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/22209 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Geografia Geografias lésbicas corpo espaço lésbicas negras Lesbian geographies body space Black lesbian women |
| Sumario: | As Geografias Lésbicas constituem a vertente dos estudos geográficos corporificados que utilizaremos para discorrer sobre as sexualidades postas espacialmente e os desdobramentos que surgem de corpos não heteronormativos e dissidentes. Entende-se por Geografias Lésbicas o campo de pesquisa no qual se inserem as temáticas que dizem respeito a lugares e existências marcados pela homoafetividade entre mulheres, seus modos de vida, trabalho e lazer. Trata-se de um campo de estudos orientado pelas experiências cotidianas de pessoas que se identificam como lésbicas, com a intenção de investigar como estas se encontram em determinados lugares, se relacionam nos espaços públicos e privados, têm acesso livre ou restrito às cidades e como negociam formas de apropriação espacial nos lugares onde não são bem-vindas; são sujeitas a abusos e opressões e onde, por vezes, se sentem inseguras ou vulneráveis em suas ações cotidianas, mas que a análise revela que é possível reconhecer agências coletivas que garantem suas presenças em espacialidades próprias desse grupo. Assim, esta pesquisa tem por objetivo compreender as dinâmicas socioespaciais tais como uso e reconfiguração do espaço de mulheres lésbicas do Rio de Janeiro, a partir da produção teórica das geógrafas anglófonas Gill Valentine e Kath Browne sobre as Geografias Lésbicas. Embora existam importantes contribuições nacionais de geógrafas como Joseli Maria Silva, a geografia brasileira se aproxima timidamente dessa temática, e mais tímido ainda são os estudos das mulheres lésbicas e negras. Dessa forma, a pesquisa pretende especificamente analisar como essas mulheres negras sapatão constroem e moldam os espaços urbanos no Rio de Janeiro para garantir sua segurança e expressão corporal, sexual e afetiva, enfrentando desafios específicos relacionados à intersecção de raça, sexualidade e gênero. A pesquisa tem um caráter qualitativo e a metodologia utilizada incluiu revisão bibliográfica e observação participante no grupo AFRO VELCRO entre 08/2015 e 11/2024, composto por mulheres negras e lésbicas moradoras do Rio de Janeiro e por meio do qual foi possível realizar um levantamento de informações privilegiado que, de modo decisivo, colaborou para a análise aqui apresentada. |
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