Táticas reprodutivas de Ameiva ameiva (Squamata: Teiidae) nos biomas brasileiros

O padrão geral pelo qual uma espécie ou população se reproduz é chamado de estratégia reprodutiva. Ela evolui de acordo com influências ambientais e origina as táticas reprodutivas. As táticas podem apresentar diferentes graus de plasticidade e variações inter e intraespecíficas. Aspectos da reprodu...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Ramalho, Renan Augusto
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/252600
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11449/252600
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Reprodução
Estratégia reprodutiva
Tática reprodutiva
Lagarto
Histologia
Reproduction
Reproductive strategy
Reproductive tactic
Lizard
Histology
Descripción
Sumario:O padrão geral pelo qual uma espécie ou população se reproduz é chamado de estratégia reprodutiva. Ela evolui de acordo com influências ambientais e origina as táticas reprodutivas. As táticas podem apresentar diferentes graus de plasticidade e variações inter e intraespecíficas. Aspectos da reprodução de Ameiva ameiva foram pouco estudados e uma investigação mais detalhada do trato reprodutivo de machos e fêmeas, inclusive utilizando técnicas de histologia, se faz necessária para entender como as táticas reprodutivas da espécie podem variar entre populações de diferentes biomas devido às características ambientais distintas. Para isso, foram investigados os aspectos da reprodução de A. ameiva em cinco populações dos domínios da Floresta Amazônica, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga e Pantanal por meio de exemplares depositados em coleções científicas e coletados in situ. Não houve variação na distribuição de machos e fêmeas entre as estações na maioria dos biomas. O tamanho mínimo na maturidade sexual de machos e fêmeas de A. ameiva variou entre as populações e, na maioria delas, machos atingem a maturidade com tamanhos menores. O dimorfismo sexual variou entre os biomas, mas de maneira geral machos são maiores que as fêmeas. Em nível intraespecífico, machos e fêmeas de habitats mais xéricos apresentaram tamanhos maiores que seus coespecíficos de outras populações. Machos e fêmeas exibiram um padrão reprodutivo contínuo cíclico em todas as populações estudadas em nível individual. Em nível populacional, machos e fêmeas apresentam um padrão de reprodução sazonal e semi-sincrônico. De maneira geral, machos estão sempre aptos para a cópula devido à presença de espermatozoides nos epidídimos e ductos deferentes ao longo do ano. Fêmeas vitelogênicas e ovígeras da maioria das populações foram observadas em maior proporção a partir do final da estação seca e durante a estação chuvosa, coincidindo com a época de acasalamento. Fêmeas da população da Caatinga concentram a vitelogênese e o desenvolvimento dos ovos na estação seca, dissociadas da época de acasalamento. Por fim, foi observada variação no tamanho da ninhada entre os biomas.