Caracterização morfológica e molecular de oídio em Hevea brasiliensis

A seringueira (Hevea brasiliensis) é a terceira cultura florestal mais plantada no Brasil, e o estado de São Paulo é responsável por mais de 60% da produção de látex do país. É uma espécie nativa da região amazônica que possui hábito caducifólio, e durante o período de reenfolha é suscetível ao ataq...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Pieroni, Lisandro de Proença [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/192786
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/192786
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Erysiphe necator
Erysiphe quercicola
Fungos Fitopatogênicos
Patologia Florestal
Seringueira
Phytopathogenic fungi
Forest pathology
Rubber tree
Descripción
Sumario:A seringueira (Hevea brasiliensis) é a terceira cultura florestal mais plantada no Brasil, e o estado de São Paulo é responsável por mais de 60% da produção de látex do país. É uma espécie nativa da região amazônica que possui hábito caducifólio, e durante o período de reenfolha é suscetível ao ataque de fitopatógenos foliares, que prejudicam e até limitam seu estabelecimento em determinadas regiões. Dentre os principais patógenos foliares da seringueira, destacam-se os fungos causadores de oídios, microrganismos biotróficos que infectam tecidos jovens, e podem causar desfolha, principalmente em condições de viveiro e jardim clonal. O agente causal do oídio da seringueira é descrito como Erysiphe quercicola, porém, devido a insuficientes descrições taxonômicas, morfológicas e moleculares desta doença, seu agente causal permanece em discussão, além da fase sexual deste patógeno carecer de qualquer registro neste hospedeiro. Portanto, o objetivo deste trabalho é caracterizar o oídio da seringueira, utilizando caracterizações morfológicas, análises moleculares e testes de patogenicidade. No período de julho a dezembro de 2019, foram coletadas amostras foliares de seringueira em diferentes estágios fenológicos infectadas com oídio na região de Botucatu, São Paulo. Para a caracterização morfológica, foram registradas e mensuradas características das hifas, conídios e conidióforos, que correspondem à fase assexuada do fungo. A caracterização molecular foi realizada através de análises filogenéticas dos isolados para as regiões ITS e 28S do rDNA. Os resultados obtidos demonstraram que duas espécies de fungos causadores de oídio estão associadas à seringueira, Erysiphe quercicola, infectando folhas jovens e Erysiphe necator, infectando folhas maduras. Este é o primeiro relato de Erysiphe necator infectando seringueiras no mundo, e o primeiro registro deste fungo associado a um hospedeiro da família Euphorbiaceae. Este relato evidência capacidade de adaptação deste fungo a novos hospedeiros, e acrescenta novos desafios a estudos epidemiológicos.