O aborto seletivo como caminho para o infanticídio

Em muitos países é possível optar pelo aborto em caso de diagnóstico de anomalias fetais. Alguns intelectuais, como Peter Singer, Francesca Minerva e Alberto Giubilini, entendem e defendem, com base em uma visão ética utilitarista, que sob a mesma justificativa o infanticídio se torna moralmente cor...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Westphal, Euler Renato, Ferretti Junior, Arlindo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Escola Superior de Teologia (EST)
Repositorio:Estudos Teológicos (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.est.edu.br/periodicos:article/3491
Acceso en línea:http://periodicos.est.edu.br/index.php/estudos_teologicos/article/view/3491
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ética; Bioética; Teologia;
Aborto Seletivo; Infanticídio; Ética Utilitarista;
Descripción
Sumario:Em muitos países é possível optar pelo aborto em caso de diagnóstico de anomalias fetais. Alguns intelectuais, como Peter Singer, Francesca Minerva e Alberto Giubilini, entendem e defendem, com base em uma visão ética utilitarista, que sob a mesma justificativa o infanticídio se torna moralmente correto. Tais filósofos são claros em suas conclusões, e é nesse contexto que o presente artigo propõe discutir algumas das consequências dessa visão de mundo. Utilizando o método bibliográfico, procuramos dar forma à discussão, apresentando o caso da Síndrome de Down. Aludindo à impossibilidade, sob a justificativa utilitarista, de defender o aborto e rejeitar o infanticídio, como proposto por Henrik Friberg-Fernros, apresentamos a perspectiva humanista, em diálogo com Jürgen Habermas e Hannah Arendt, como contraposição ao relativismo ético. Os autores deste artigo concluem que, se moralmente aceito, como forma de eliminação do sofrimento e garantia da qualidade de vida, o aborto seletivo abre caminho para a viabilidade moral do infanticídio.