A educação como bem posicional : expansão educacional e desigualdade de resultados educacionais no Brasil
Acompanhando uma tendência mundial do século XX, que estabeleceu o desenvolvimento contínuo dos sistemas de ensino, o Brasil experimentou uma expressiva expansão do sistema educacional nas últimas décadas, fomentado por diferentes iniciativas que buscavam maior inserção de pessoas na escola e na uni...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede2.pucrs.br:tede/11626 |
| Acesso em linha: | https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/11626 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Estratificação Educacional Desigualdade de Resultados Educacionais Educação como bem Posicional Expansão do Ensino Brasileiro Educational Stratification Inequality of Opportunity Education as a Positional Good Expansion of Brazilian Education OUTROS::CIENCIAS SOCIAIS CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA |
| Resumo: | Acompanhando uma tendência mundial do século XX, que estabeleceu o desenvolvimento contínuo dos sistemas de ensino, o Brasil experimentou uma expressiva expansão do sistema educacional nas últimas décadas, fomentado por diferentes iniciativas que buscavam maior inserção de pessoas na escola e na universidade. Considerando o esboço desse novo cenário, busca-se contribuir para a análise da influência da origem social sobre os resultados educacionais, tendo como objetivo geral investigar se a crescente escolarização da população brasileira foi capaz de enfraquecer a relação entre origem social e escolaridade alcançada. Para tal, à luz de parâmetros de produções internacionais sobre o tema de estratificação educacional, que apresentam resultados aplicáveis a realidade brasileira, utiliza-se medidas relativas de escolaridade. Isso significa que a educação é mensurada pelo seu caráter posicional, em que o valor atribuído a escolaridade alcançada reflete diretamente a distribuição das credenciais de educação entre a sociedade. A análise empírica baseia-se na comparação dos resultados de modelos estatísticos que utilizam medidas absolutas e medidas relativas de escolaridade, a fim de mensurar os efeitos de origem de classe. O uso dos modelos se dá mediante abordagem quantitativa, com aplicação de método mínimos quadrados (OLS — Ordinary Least Squares), regressão logística ordinal e regressão logística multinomial (logit multinomial). A base de dados utilizada é a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD — IBGE), dos anos de 1982, 1996 e 2014, considerando os indivíduos entre 28 e 41 anos, que compreendem três coortes. A variável dependente é escolaridade (relativa e absoluta) e a principal variável independente é origem social. Também são incluídas variáveis controle, como raça, idade, estrutura familiar, sexo, região e localização (rural/urbana). Os resultados desta pesquisa sugerem que, em um cenário de progressivo aumento da escolaridade da população brasileira em anos de estudo, há uma tendência de redução da relação entre origem social e escolaridade alcançada quando a educação é medida de forma absoluta. Porém, quando a educação é medida em termos relativos, a expansão educacional ocorrida nas últimas décadas no Brasil não foi capaz de diminuir os efeitos da origem social sobre a escolaridade alcançada. Tendo em conta a posição relativa numa fila imaginária onde os mais educados estão à frente, não é possível perceber qualquer redução significativa dos efeitos de classe de origem sobre a escolaridade alcançada. Isso revela a aproximação com o diagnóstico de persistência da desigualdade para o caso brasileiro. Com essas conclusões, também foi possível confirmar as hipóteses de pesquisa. |
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