Hemodinâmica fetal e histopatologia placentária na Síndrome de Down
Introdução: A síndrome de Down (SD) é a cromossomopatia mais comum entre nascidos vivos e seu diagnóstico pré-natal está cada vez mais frequente. Evidências sugerem que os fetos com SD apresentam curva de peso fetal estimado similar aos euploides, pelo menos até a 39ª semana de gestação. Mesmo com u...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:arca.fiocruz.br:icict/66217 |
| Acceso en línea: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/66217 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Síndrome de Down Placenta Ultrassonografia Doppler Circulação Placentária Ultrassonografia Pré-Natal patalogia Fluxometria por Laser-Doppler |
| Sumario: | Introdução: A síndrome de Down (SD) é a cromossomopatia mais comum entre nascidos vivos e seu diagnóstico pré-natal está cada vez mais frequente. Evidências sugerem que os fetos com SD apresentam curva de peso fetal estimado similar aos euploides, pelo menos até a 39ª semana de gestação. Mesmo com um crescimento fetal adequado eles estariam sob maior risco de alterações hemodinâmicas e um processo de placentação prejudicado pode ser uma das explicações para esse fenômeno. Objetivo: Avaliar a associação entre os padrões dopplervelocimétricos de fetos com SD com os achados histopatológicos de suas placentas. Metodologia: Estudo observacional transversal que se realizou através da coleta de dados em prontuários de gestações únicas de nascidos no IFF/FIOCRUZ entre janeiro de 2014 a janeiro de 2022 cujo concepto teve o diagnóstico confirmado de SD antes ou após o nascimento. De um total de 69 prontuários elegíveis para o estudo, 61 atenderam aos critérios de inclusão e exclusão. Foram avaliados os achados histopatológicos da placenta, características maternas específicas e a avaliação ultrassonográfica pré-natal fetal (crescimento fetal através da biometria e circulação fetal através da avaliação da dopplervelocimetria). Inicialmente foi realizada uma análise descritiva da população e em seguida uma análise combinada da circulação fetal com os achados histopatológicos da placenta. Resultado: Dentre a amostra analisada, 15 fetos apresentaram peso fetal estimado na ultrassonografia abaixo do percentil 10 (p10) para a idade gestacional (IG), sendo considerados pequenos para a idade gestacional (PIG) e 36 apresentavam alteração no dopplervelocimetria da artéria umbilical. 100% das placentas tiveram algum tipo de alteração identificada, sendo as mais comuns: o retardo da maturação vilosa, as alterações de má perfusão vascular, a coriangiose e o dismorfismo viloso. Mais de 50% das placentas apresentaram alterações relacionadas a insuficiência placentária. Não foi encontrada associação estatisticamente significativa entre as alterações de dopplervelocimetria e alterações placentárias ou cardiopatias. No subgrupo de fetos PIG todas as placentas analisadas tiveram alterações compatíveis com insuficiência placentária. Conclusão: Não foi encontrada em nosso estudo associação estatisticamente significativa entre alterações placentárias e alterações de dopplervelocimetria. O mesmo resultado se aplica no grupo de fetos PIG estudados. Embora as alterações placentárias possam ter sido sugeridas como um possível mecanismo fisiopatológico para a alta prevalência de alterações do dopplervelocimetria em fetos com SD, à semelhança do observado na insuficiência placentária, os resultados sugerem que provavelmente esse pode não ser o único mecanismo envolvido no caso de gestações com trissomia do 21. |
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