Ocorrência de imagens de ateroma de carótida em radiografias panorâmicas
Este estudo avaliou a prevalência de imagens sugestivas de ateroma de carótida em Radiografias panorâmicas, e analisou a associação entre os fatores de risco para acidentes cardiovasculares e a presença de imagens de ateroma nas radiografias panorâmicas através de análise estatística dos dados colet...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFMS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufms.br:123456789/12013 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/12013 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Odontologia Aterosclerose da Carótida Acidente Vascular Encefálico Fatores de Risco |
| Sumario: | Este estudo avaliou a prevalência de imagens sugestivas de ateroma de carótida em Radiografias panorâmicas, e analisou a associação entre os fatores de risco para acidentes cardiovasculares e a presença de imagens de ateroma nas radiografias panorâmicas através de análise estatística dos dados coletados. O presente estudo foi devidamente aprovado no comitê de ética para pesquisa em seres humanos. Os participantes desta pesquisa concordaram com o termo de consentimento livre e esclarecido apresentado ao realizarem uma radiografia panorâmica de rotina nas clinicas da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, e responderam um questionário médico sobre a presença de fatores de risco para acidentes cardiovasculares. Os dados foram tabulados e submetidos a uma análise estatística. Foram avaliadas 336 radiografias panorâmicas, sendo que em 28 delas foram observadas imagens sugestivas de ateroma de carótida, apresentando uma prevalência de 8,3% do total de participantes. A idade média dos pacientes que não apresentam ateroma de carótida foi de 38,33±0,87 anos, enquanto a idade média dos pacientes que apresentaram ateroma de carótida foi de 54,04±1,90 anos, sendo a idade dos pacientes que apresentaram ateroma de carótida, significativamente maior do que aquela observada entre os pacientes que não apresentaram ateroma de carótida (teste t-student, p<0,001). A presença do ateroma estava associada à dislipidemia (p=0,013) e à hipertensão (0,048). O percentual de participantes que apresentavam dislipidemia e que tiveram diagnóstico de ateroma (21,7% - n=5) foi significantemente maior do que daqueles participantes que não apresentavam dislipidemia, que também tiveram diagnóstico de ateroma (7,0% - n=19). O risco relativo de apresentar ateroma entre os dislipidêmicos foi de 3,71 vezes maior do que entre aqueles não dislipidêmicos. O percentual de participantes que apresentavam hipertensão e que tiveram diagnóstico de ateroma (14,3% - n=8) foi significantemente maior do que daqueles participantes que não apresentavam hipertensão, que também tiveram diagnóstico de ateroma (6,5% - n=17). O risco relativo de apresentar ateroma entre os hipertensos foi de 2,41 vezes maior do que entre aqueles não hipertensos. Concluímos através deste estudo que houve uma associação entre a idade avançada dos pacientes, a dislipidemia e a hipertensão com a presença de imagens de ateroma de carótida. Uma análise precisa e minuciosa de todas as estruturas presentes nas radiografias panorâmicas é imprescindível para a detecção de imagens sugestivas de ateromas de carótida. O cirurgião dentista, se devidamente informado, pode detectar imagens sugestivas de ateromas de carótida e encaminhar os seus pacientes a um cardiologista para uma avaliação cardiovascular e a realização de exames complementares, para que ele possa receber um tratamento adequado e oportuno, prevenindo potencialmente um Acidente Vascular Encefálico (AVE) |
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