FEMINISMO E MACHISMO NA ESCOLA: DESAFIOS PARA A EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA

A escola assume papel relevante na formação do indivíduo, inclusive no que remete à formação dos valores acerca do lugar cultural ocupado na sociedade, pois é nesse espaço que crianças e jovens passam boa parte de suas vidas. Objetiva-se compreender os conhecimentos de professores da educação básica...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Fialho, Lia Machado Fiuza, Sousa, Francisca Genifer Andrade de
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Tiradentes (UNIT)
Repositorio:Interfaces Científicas. Educação (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.periodicos.set.edu.br:article/5297
Acceso en línea:https://periodicos.set.edu.br/educacao/article/view/5297
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Feminismo. Machismo. Educação. Escola.
Descripción
Sumario:A escola assume papel relevante na formação do indivíduo, inclusive no que remete à formação dos valores acerca do lugar cultural ocupado na sociedade, pois é nesse espaço que crianças e jovens passam boa parte de suas vidas. Objetiva-se compreender os conhecimentos de professores da educação básica sobre feminismo e machismo, assim como as práticas educativas que desenvolvem para trabalhar questões de gênero. Realizou-se uma pesquisa qualitativa, do tipo estudo de caso, em uma escola pública municipal da cidade de Fortaleza, no estado do Ceará, com seis professores da educação básica. Amparado metodologicamente na história oral temática, os dados foram coletados por intermédio de entrevista híbridas - gravadas, transcritas, textualizadas e validadas. Constatou-se o parco conhecimento dos professores acerca dos construtos machismo e feminismo, bem como a falta de formações continuadas que ensejem debates sobre a temática; prevalência de uma cultura de educação escolar que enseja ênfase no aprendizado de conteúdos previamente elaborados e reprodução de valores socialmente elaborados sem a devida criticidade e problematização. Evidenciam-se práticas educativas cotidianas das professoras frente às situações de conflito e discriminação no que concerne a questão de gênero, que podem contribuir para a disseminação de atitudes machistas e preconceituosas. Tais aspectos repercutem em uma pedagogia tradicional e conservadora que se mostra incapaz de mediar o desenvolvimento da práxis pedagógica crítica, que aborda o respeito à diversidade em relação às sexualidades.