Avaliação sequencial do equilíbrio pré e pós-implante coclear em pacientes com surdez pós-lingual
INTRODUÇÃO: A literatura é discordante com relação à interferência do IC sobre o equilíbrio corporal. Sendo assim, resolvemos avaliar o equilíbrio corporal de pacientes surdos pós-linguais, submetidos a implante coclear unilateral. OBJETIVO: Observar o equilíbrio corporal pré e pós-implante coclear...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-25112014-150742 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5143/tde-25112014-150742/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Cochlear implant Doenças vestibulares Eletronistagmografia Eletronystagmography Implante doclear Postlingual deafness Surdez pós-lingual Vertigem Vertigo Vestibular diseases |
| Sumario: | INTRODUÇÃO: A literatura é discordante com relação à interferência do IC sobre o equilíbrio corporal. Sendo assim, resolvemos avaliar o equilíbrio corporal de pacientes surdos pós-linguais, submetidos a implante coclear unilateral. OBJETIVO: Observar o equilíbrio corporal pré e pós-implante coclear (IC) ao longo de 1 ano. CASUÍSTICA E METODOLOGIA: Estudo prospectivo observacional realizado com 24 pacientes adultos, surdos pós-linguais submetidos à avaliação vestibular antes e depois da cirurgia de implante coclear unilateral. A avaliação vestibular contou com um questionário sobre vertigem, prova calórica (PC), cadeira rotatória (CR) e posturografia dinâmica computadorizada (PDC) aplicados no pré-operatório, 60, 120, 180 dias e 1 ano após a cirurgia de IC. RESULTADOS: A tontura foi referida por 13 (54,2%) pacientes pré-IC, enquanto 11 (45.8%) não apresentaram a queixa. Ao final do estudo 11 sujeitos (84,6%) referiram melhora da tontura, em 1 (7,7%) permaneceu inalterada e em 1 (7,7%) piorou. Dos 24 pacientes apenas 5 indivíduos (20,8%) desenvolveram tontura no pós-operatório imediato com resolução completa após um mês. A prova calórica identificou 7 (29,2%) sujeitos normorreflexos, 8 (33,3%) com hiporreflexia ou arreflexia unilateral , 3 (12,5%) com hiporreflexia bilateral e 6 (25%) com arreflexia vestibular bilateral (AVB).Houve interferência do estímulo elétrico em ambas as orelhas e na evolução da recuperação postural após ativação do IC, que promoveu a melhora significativa dos índices da PDC ao longo de um ano de acompanhamento. Ao final do estudo, as médias numéricas das condições avaliadas pela PDC mostraram-se superiores nos indivíduos que apresentaram resposta à prova calórica em relação àqueles que possuíam AVB. CONCLUSÃO: Foi decisiva a presença ou não de resposta pós-calórica na evolução do equilíbrio corporal ao longo de 1 ano. A ausência de resposta pós-calórica na avaliação pré-operatória implicou em pior prognóstico na evolução do equilíbrio corporal. No entanto, o melhor desempenho postural dos sujeitos com AVB pode ser explicado pelo melhor aproveitamento da informação visual. É fundamental documentar a presença de função vestibular antes da cirurgia de IC, pois dela depende o prognóstico do individuo em relação às habilidades de aprendizado e recuperação postural ao longo do tempo |
|---|