The World of Streets: On Barricades, Zones, and Quebradas

Este artigo utiliza a escuta flâneur para investigar espaços nomeados pela população de rua como quebradas. Esta metodologia consiste em ouvir histórias através de perambulações pela cidade e, assim, investigar os campos cegos tanto das suas narrativas quanto das suas espacialidades. Buscou-se ident...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Almeida, Rafael Tavares dos Santos, Amaral, Camilo Vladimir de Lima
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Virus
Idioma:portugués
inglés
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/228477
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/virus/article/view/228477
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:barricadas
heterotopia
quebrada
zona
TAZ
Barricades
Heterotopia
Quebrada
Taz
Zone
Descripción
Sumario:Este artigo utiliza a escuta flâneur para investigar espaços nomeados pela população de rua como quebradas. Esta metodologia consiste em ouvir histórias através de perambulações pela cidade e, assim, investigar os campos cegos tanto das suas narrativas quanto das suas espacialidades. Buscou-se identificar as representações, aberturas, limites e potencialidades das quebradas, analisando até que ponto elas agenciam espacialidades contra-hegemônicas. Para isso, por um lado, as barricadas foram utilizadas como paradigma histórico para uma análise comparativa do processo de subversão do poder hierárquico e de substituição da ordem do discurso dos vencedores pelo dos vencidos. Por outro lado, a espacialidade dos moradores de rua e a maneira como se apropriam da cidade — completamente silenciada pela teoria urbana — permitiu problematizar a possível reconstituição do discurso hegemônico a partir dos discursos erráticos da rua. Neste sentido, confrontamos as quebradas com os conceitos de Zonas Autônomas Temporárias (TAZ), heterotopias e barricadas como pontos de partida para investigar seu potencial como uma forma diferencial de luta urbana. Como resultado, trazer as quebradas para o centro do discurso abre a possibilidade de pensar a luta extrema pela sobrevivência cotidiana como uma voz peculiar numa multidão de lutas contra as máquinas colonizadoras da cidade.