Imagens de uma busca: genocídio e representação nos documentários de Rithy Panh
Revisitar o passado, buscar por vestígios, permitir ressignificar experiências dolorosas, aprender com elas, retomar a palavra, o gesto, a sensibilidade. Ao longo deste processo de ruptura cheio de dificuldades, o resultado é a construção de uma nova morada e a abertura para novas possibilidades. Es...
| Author: | |
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| Format: | master thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2020 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Repository: | Repositório Institucional da UFJF |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/11905 |
| Online Access: | https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/11905 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES Genocídio Representação Rithy Panh Cinema asiático Genocide Representation Asian cinema Metaimages |
| Summary: | Revisitar o passado, buscar por vestígios, permitir ressignificar experiências dolorosas, aprender com elas, retomar a palavra, o gesto, a sensibilidade. Ao longo deste processo de ruptura cheio de dificuldades, o resultado é a construção de uma nova morada e a abertura para novas possibilidades. Esta é a mensagem de Rithy Panh em suas narrativas cinematográficas nas quais realiza todas estas coisas e ainda deixa um legado de resistência ao autoritarismo e ao cerceamento das liberdades a partir da instituição do Eu, da perseverança em reencontrar-se por outros caminhos e da concepção de que a realidade pode ser o que se faz dela. O objetivo desta pesquisa é acompanhar esta trajetória através dos documentários S21 - A Máquina de Morte do Khmer Vermelho (2003) e A Imagem que Falta (2013), do realizador, com o intuito de investigar as condições determinantes do regime totalitário do Khmer Vermelho (1975-79) e os impactos do genocídio para as representações cinematográficas. Ao seguir as transgressões do diretor, este trabalho busca discutir a respeito da eficiência do arquivo, do testemunho e da imagem para a inscrição das catástrofes históricas de forma a conceber uma compreensão ética sobre o contexto de aniquilação, o irrepresentável, os traumas e sobre o acúmulo de violência nos modos de representação. Assim, diante do tema das catástrofes históricas, visa-se, por fim, analisar conceitos como metaficção, metaimagem e reflexividade - por serem resultantes do caráter de interrupção que constitui tal contexto. Parte-se do entendimento de que tais conceitos fundam-se epistemologicamente a partir da hibridização entre ficção e realidade nas representações cinematográficas, e que, por conseguinte, traduzem a forma com que o realizador elabora o passado totalitário e a dinâmica da experiência no sistema carcerário e concentracionário. Genocídio e representação são, assim, tomados como partes interdependentes nos revisionismos históricos através do dispositivo cinematográfico. |
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