Vozes femininas: trajetórias de sobreviventes do holocausto radicadas no Brasil (1933-1960)
A partir do registro das narrativas orais sobre o Holocausto, pretendemos analisar um conjunto de testemunhos que expressem as trajetórias das mulheres judias sobreviventes do nazismo radicadas no Brasil entre 1933-1960. A historiografia sobre o tema revela que um grande número de mulheres judias fo...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | dissertação |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositório: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-30092014-182330 |
| Acesso em linha: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8158/tde-30092014-182330/ |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Antisemitism Antissemitismo História oral Holocaust Holocausto Memória Memory Mulher Oral history Violence Violência Woman |
| Resumo: | A partir do registro das narrativas orais sobre o Holocausto, pretendemos analisar um conjunto de testemunhos que expressem as trajetórias das mulheres judias sobreviventes do nazismo radicadas no Brasil entre 1933-1960. A historiografia sobre o tema revela que um grande número de mulheres judias foram perseguidas, torturadas e confinadas em guetos, campos de trabalho e de extermínio. No entanto, muito pouco se sabe sobre a trajetória daquelas que optaram por viver no Brasil. Suas histórias de vida estão diretamente relacionadas à política antissemita adotada após a ascensão de Adolf Hitler ao poder, em 1933, na Alemanha. É fato que o cotidiano dos judeus foi totalmente alterado a partir deste momento em que o Estado nacional-socialista passou, gradativamente, a segregá-los enquanto seres inferiores. As mulheres judias, por sua vez, foram tratadas como representantes de uma raça degenerada, e, como tais, tornaram-se o foco das ações racistas previstas como parte do plano de exclusão e extermínio idealizado pelo Terceiro Reich. São as narrativas de algumas destas mulheres que, enquanto sobreviventes do Holocausto, nos interessam analisar em busca de suas visões de mundo, seus traumas, dores e alegrias |
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