A minissérie Presença de Anita (Manoel Carlos, 2001) como resultado de adaptação literária e inspiração audiovisual

As relações entre a minissérie Presença de Anita, roteirizada por Manoel Carlos em 2001 e o romance Presença de Anita, de Mário Donato, escrito em 1948, são os pontos de partida da pesquisa, que se pauta especialmente por parâmetros mais amplos que um estudo de adaptação. Além de repensar as questõe...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Cavalheiro, Giovanna da Silva [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/314591
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11449/314591
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Carlos, Manoel, 1933-
Donato, Mario, 1915-1992
Televisão - Minisséries
Literatura - Adaptações
Audiovisual
Presença de Anita (Minissérie)
Miniseries
Literature - Adaptations
Descripción
Sumario:As relações entre a minissérie Presença de Anita, roteirizada por Manoel Carlos em 2001 e o romance Presença de Anita, de Mário Donato, escrito em 1948, são os pontos de partida da pesquisa, que se pauta especialmente por parâmetros mais amplos que um estudo de adaptação. Além de repensar as questões envolvidas nas diferentes linguagens e na fidelidade ao texto-base, buscamos compreender como a literatura e o audiovisual se complementam no resultado televisivo, assim como nos interessa rever as relações sociais retratadas nas obras estudadas, examinando posições sociais, emoções e desejos envolvidos nas tramas. O roteiro de Manoel Carlos demonstra uma releitura de elementos de obras anteriores, num movimento que incorpora influências de uma gama ampla de referências discutidas na trama de Presença de Anita. Portanto, mais que uma adaptação, a minissérie pode ser vista como releitura de suas inspirações. A presença das obras literárias e audiovisuais na minissérie de Manoel Carlos pode atestar não somente a relação profunda com o enredo e as renovações temáticas do cinema, mas as derivações que alcançam as reflexões nietzschianas sobre a articulação das forças opostas da razão apolínea e da falta de medida ou paixão dionisíaca.