Estudo comparativo do limiar de sensibilidade da retina acima dos nevos de coroide localizados no polo posterior do fundo do olho versus o limiar da retina saudável adjacente

Objetivo: Comparar os achados de função retiniana no nevo de coroide. Casuística e Métodos: Estudo clínico observacional transversal com pacientes (n=7) apresentando uma lesão melanocítica em um olho, compatível com nevo de coroide, e sem outra doença ocular. A avaliação incluiu a melhor acuidade vi...

Full description

Bibliographic Details
Author: Albuquerque, Marina Labarrère de
Format: doctoral thesis
Status:Published version
Publication Date:2022
Country:Brasil
Institution:Universidade de São Paulo (USP)
Repository:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-01122022-120504
Online Access:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17150/tde-01122022-120504/
Access Level:Open access
Keyword:Choroid
Coroide
Eletrorretinograma multifocal
Microperimetria
Microperimetry
Multifocal electroretinogram
Nevo
Nevus
Tumor
Uvea
Úvea
Description
Summary:Objetivo: Comparar os achados de função retiniana no nevo de coroide. Casuística e Métodos: Estudo clínico observacional transversal com pacientes (n=7) apresentando uma lesão melanocítica em um olho, compatível com nevo de coroide, e sem outra doença ocular. A avaliação incluiu a melhor acuidade visual corrigida (MAVC), imagens de fundo de olho colorido e próximo ao infravermelho e tomografia de coerência óptica de domínio espectral (OCT espectral) (Heidelberg). A função retiniana foi testada com microperimetria (MAIA; CenterVUE, Padova), usando uma grade padrão (&micro;P1) e uma grade linear (&micro;P2) que distribuem pontos de teste em áreas retinianas que se sobrepõem à lesão coroidal, bem como áreas livres de lesão equidistantes à fóvea em três linhas paralelas. O eletrorretinograma multifocal (mfERG) foi realizado seguindo a recomendação da International Society for Clinical Electrophysiology of Vision (ISCEV), aplicando o protocolo de 61 hexágonos. Resultados: A MAVC foi de 20/25 (0,1 logMAR) ou melhor em todos os pacientes. A microperimetria mostrou fixação central estável em todos os olhos, com limiar de sensibilidade médio ± SE (erro padrão) significativamente diminuído nas áreas retinianas sobrepostas às lesões (&micro;P1): 21,8 ± 0,6 dB versus 25,2 ± 0,9 dB nas áreas retinianas não afetadas (p<0,001). A sensibilidade também foi diminuída em &micro;P2: 23,7 ± 0,2 dB para áreas sobrejacentes aos nevos e 25,7 ± 0,3 dB para a retina não afetada (p<0,001). As respostas do mfERG não mostraram amplitude focal ou alterações de tempo implícito na retina, na região topográfica correspondente ao nevo para todos os pacientes. Conclusões: Os resultados indicam que os nevos coroidais podem causar comprometimento significativo da sensibilidade retiniana, conforme demonstrado pela microperimetria, mas a resposta do mfERG preservada indica que a função retiniana pode estar apenas parcialmente prejudicada.