Protocolo de prevenção de nefrotoxicidade em pacientes com tumores de cabeça e pescoço submetidos à quimioterapia baseada em platina
O câncer de cabeça e pescoço (CCP) é uma das neoplasias mais prevalentes globalmente, representando uma parcela significativa da morbidade e mortalidade causada pelo câncer. Foi o 7º mais comum em todo o mundo em 2020, sendo responsável por mais de 660.000 novos casos e 325.000 mortes, anualmente. O...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-16012025-150133 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17156/tde-16012025-150133/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Acute kidney injury Câncer de cabeça e pescoço Chemotherapy Cisplatin Cisplatin-induced nephrotoxicity Cisplatina Head and neck cancer Lesão renal aguda Nefrotoxicidade induzida por cisplatina Quimioterapia Radioterapia Radiotherapy |
| Sumario: | O câncer de cabeça e pescoço (CCP) é uma das neoplasias mais prevalentes globalmente, representando uma parcela significativa da morbidade e mortalidade causada pelo câncer. Foi o 7º mais comum em todo o mundo em 2020, sendo responsável por mais de 660.000 novos casos e 325.000 mortes, anualmente. O tratamento curativo deve considerar a realização de ressecção cirúrgica com margens livres, porém em casos que a cirurgia não é viável, devido à extensão tumoral ou risco de danos funcionais significativos, a combinação de quimioterapia, com destaque para a cisplatina em alta dose, e radioterapia, tornou-se o padrão de cuidado. Contudo, o uso da cisplatina não é isento de complicações, sendo a toxicidade renal uma das mais preocupantes. Estudos relatam que 25 a 35% dos pacientes submetidos a uma única dose de cisplatina desenvolvem toxicidade renal, com potenciais impactos negativos na qualidade de vida e nos desfechos clínicos. Considerando o alto potencial nefrotóxico da droga e a inexistência de modelos de prevenção de nefrotoxicidade induzida por cisplatina, este estudo se propôs a desenvolver um protocolo de prevenção de nefrotoxicidade direcionado especificamente para pacientes com CCP em tratamento com cisplatina. Para alcançar esse objetivo, foi realizada uma coleta retrospectiva de dados clínicos e laboratoriais de 40 pacientes, além de uma revisão detalhada da literatura sobre os fatores de risco e medidas preventivas para a nefrotoxicidade. Os resultados revelaram a presença de qualquer aumento de creatinina em 85% dos pacientes, classificada como lesão renal aguda (LRA) em 33% dos casos. Embora esse dano não tenha se traduzido em uma redução estatisticamente significativa na sobrevida livre de progressão, destacou-se a importância da prevenção para reduzir danos renais e melhorar os resultados oncológicos. Além disso, entre os pacientes que evoluíram para o óbito, observou-se uma queda acima de 50% no Clearance de creatinina basal, possivelmente contribuindo para o desfecho desfavorável. Portanto, enfatiza-se a importância da prevenção da nefrotoxicidade visando reduzir os danos renais e melhorar a sobrevida desses pacientes. O estudo desenvolveu um protocolo baseado em riscos e ações antes, durante e após o tratamento, com o objetivo de mitigar a toxicidade renal induzida pela cisplatina. Assim, espera-se que os resultados desse trabalho promovam um melhor cuidado dos pacientes com CP no HC-FMRP-USP. |
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