Diverticulite: fisiopatologia e manejo terapêutico : Diverticulitis: pathophysiology and therapeutic management

Diverticulite é retratada como uma doença intestinal marcada pelo processo inflamatório na parede interna do intestino. Tal afecção colônica, a mais comum dentro das não neoplásicas, é considerada uma complicação clínica frequente, normalmente com curso não complicado da doença diverticular, de modo...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Vilaça, Rafael Saldanha, Pereira, Clara Miranda, Ferreira, Daniella Rezende, Zanolla, Luís Henrique Franco Pael, Vilela, Gyovana Rosa, de Abreu, Fábio Augusto Martins, Santos, Thais Lamounier, Jardim, Nubia Maria Formaggini Prado, da Silva, Ana Paula Pereira, Kador e Silva, Caio Livio
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Instituto Superior de Educação Vera Cruz (VeraCruz)
Repositorio:Revista Veras
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/51663
Acceso en línea:https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/51663
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:diverticulite
doença diverticular
epidemiologia
fisiopatologia
tratamento
Descripción
Sumario:Diverticulite é retratada como uma doença intestinal marcada pelo processo inflamatório na parede interna do intestino. Tal afecção colônica, a mais comum dentro das não neoplásicas, é considerada uma complicação clínica frequente, normalmente com curso não complicado da doença diverticular, de modo que afeta entre 10% a 25% dos pacientes com essa patologia. Estudos recentes têm evidenciado a relação do aumento da idade com a prevalência de diverticulose, ainda que, na atual conjuntura, também tem-se notado a incidência de diverticulite sintomática em pessoas cada vez mais jovens - entre 18 e 44 anos. A fisiopatologia da doença diverticular não é plenamente compreendida e pesquisas mostram que ela sofre a influência de diferentes fatores causais, tais como genética, obesidade, alterações estruturais, níveis de vitamina D, idade, atividade física, tabagismo, ingestão de fibras e medicamentos. Ainda que comumente se apresente como assintomática, essa doença pode em alguns casos apresentar manifestações inespecíficas, como dor ou constipação. Vale ressaltar que, dentre as manifestações clínicas, a mais frequente é a dor no quadrante inferior esquerdo do abdome. O diagnóstico é essencialmente clínico, ainda que exames laboratoriais, como o PCR, podem ser usados. O manejo terapêutico dessa afecção, principalmente em sua manifestação aguda, é feito em etapas, com auxílio dos critérios de Hinchey, segundo análise da gravidade da apresentação do quadro clínico, atentando-se às comorbidades e complicações que o paciente pode apresentar. Por fim, foi constatado que as complicações da diverticulite, tal qual abscesso, fístula, peritonite ou perfuração, frequentemente transcorrem, com exceção da fístula, no primeiro acontecimento da doença em comparação com episódios seguintes.