| Sumario: | As instuições financeiras do Brasil que possuem Comitê de Auditoria e/ou estão listadas em Bolsa de Valores, são obrigadas a divulgar dois balanços diferentes: seguindo o padrão Bacen-GAAP e em IFRS. A partir desse contexto, este estudo objetivou comparar a relevância desses dois tipos de informações. Era esperado que as informações em IFRS fossem, de forma geral, mais relevantes do que as em Bacen. Para tanto, a metodologia envolveu o uso do Modelo de Ohlson (1995) com adição de variáveis de controle e dados em painel para os anos de 2010 a 2017. Foram estimados dois modelos, um para cada tipo de informação, e a análise da relevância deu-se com base nos valores do R2, critérios de informação e teste de robustez. Os resultados foram estimados por efeitos fixos corrigidos por erro-padrão robusto agrupados por empresas. No modelo com todas as variáveis, o IFRS foi mais value relevant do que Bacen. Já na estimação separada do LPA, este, quando mensurado em Bacen, é mais relevante, mas isso se inverte na estimação do VPA, em que o IFRS tem maior relevância. Além disso, o LPA apresenta maior poder explicativo do que o VPA. As diferenças na relevância, no entanto, são sutis, o que sugere interferências do ambiente institucional brasileiro. Esses resultados podem sugerir uma reflexão do Banco Central no sentido de analisar a adoção das IFRS de forma plena, o que caracterizaria uma economia de custos de divulgação.
|