Mais do que palavras ao vento: voz, corpo e melodrama no cinema
Esta dissertação de mestrado se debruça sobre o melodrama cinematográfico, tradicionalmente tido como modo de representação predominantemente visual, em que embates morais se manifestam em signos visíveis. A pesquisa se inicia com uma exposição da literatura que fundamenta a pesquisa no campo, dentr...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-23082021-222337 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-23082021-222337/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | cinema film melodrama voice voz |
| Sumario: | Esta dissertação de mestrado se debruça sobre o melodrama cinematográfico, tradicionalmente tido como modo de representação predominantemente visual, em que embates morais se manifestam em signos visíveis. A pesquisa se inicia com uma exposição da literatura que fundamenta a pesquisa no campo, dentro da qual diz-se que constitui um drama da mudez: a voz não oferece recursos suficientes para expressar adequadamente a emoção avassaladora. Essa definição, porém, torna-se frágil sob escrutínio mais cuidadoso no que tange às ideias de voz, corpo e logos. Informado por autores que versam sobre som e voz, e a partir dos longa-metragens Carta de uma desconhecida (Letter from an Unkown Woman), 1948, de Max Ophüls, e Imitação da vida (Imitation of Life), 1959, de Douglas Sirk, o trabalho propõe uma reformulação desse enunciado: libertando a voz do jugo da língua pode- se verificar que ela persiste em sua materialidade mais natural, na forma de grito, choro, suspiro e canto. A limitação não seria, assim, da voz, mas da palavra, da capacidade da língua de expressar o inefável, e a voz corpórea, prevaleceria sobre a fala, tornando o melodrama não um drama da falha da voz, mas o local onde o vocal ultrapassa o oral, onde a voz se sobressai sobre o logos. Em seguida, o texto destaca as afinidades que, historicamente, aproximam voz e melodrama e, finalmente, parte para análise do corpus fílmico com base nas considerações teóricas tecidas. |
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