Realidade Virtual no ensino de línguas estrangeiras (Francês): foco na imersão, interatividade e no envolvimento em sala de aula

A Realidade Virtual (RV) vem ganhando importância nos últimos anos, especialmente no entretenimento. No campo educacional, ela vem sendo utilizada com frequência na área computacional, médica e de simulação militar. No entanto, no âmbito do ensino e aprendizagem de línguas, esse recurso ainda não é...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Nobrega, Felipe Augusto [UNESP]
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/204859
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/11449/204859
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Realidade Virtual
Ensino de línguas estrangeiras
Metodologias ativas de ensino-aprendizagem
Google Cardboard
Tecnologias digitais da informação e comunicação
Francês como língua estrangeira
Descrição
Resumo:A Realidade Virtual (RV) vem ganhando importância nos últimos anos, especialmente no entretenimento. No campo educacional, ela vem sendo utilizada com frequência na área computacional, médica e de simulação militar. No entanto, no âmbito do ensino e aprendizagem de línguas, esse recurso ainda não é totalmente explorado. Diante disso, este trabalho tem como objetivo analisar as contribuições da RV para o desenvolvimento linguístico de alunos de francês como língua estrangeira (LE). A pesquisa se ancora teoricamente em estudos que versam sobre o Ensino de LE em contexto contemporâneo (ALMEIDA FILHO, 2007; VIEIRA-ABRAHÃO, 2015; LARSEN-FREEMAN E ANDERSON 2011; KUMARAVADIVELU, 2003); o desenvolvimento de habilidades linguísticas integradas (OXFORD, 2001; HINKEL, 2006; ARAÚJO, 2016); as tecnologias digitais da informação e comunicação e Multiletramentos (PAIVA, 2015, 2019; LÉVY, 1999; ROJO, 2012; SANTAELLA, 2013, 2014; MORAN, 2015; VALENTE, 2014) e em estudos sobre a Realidade Virtual (TORI 2010; SHERMAN, 2003; KIRNER E TORI 2006; MORIE 1994, 2006, 2007, 2014, NAIMARK (2016), BURDEA; COIFFET, 2003). Partindo de tais perspectivas teóricas, o uso da RV foi investigado em um contexto do Centro de Estudos de Línguas de uma escola pública brasileira localizada no Estado de São Paulo, em duas salas de francês. Trata-se de uma pesquisa-ação, pois o pesquisador atuou em conjunto à professora de sala para realização das atividades. Como resultado, o estudo demonstra que a RV pode promover engajamento e despertar o interesse dos aprendizes em relação à língua-alvo, bem como permitir aos alunos experienciar outras realidades por meio do caráter imersivo desse recurso. Ademais, a RV é capaz de estimular a aprendizagem ativa, além de propiciar o desenvolvimento de habilidades linguísticas de forma integrada. Foi igualmente verificado que os elementos fundamentais da RV (imersão, interatividade e envolvimento) podem ser considerados como potencialidades didáticas para o ensino de LE.