Síncope neurocardiogênica em pediatria: avaliação da resposta ao teste de Inclinação

Introdução: A síncope é uma perda súbita e transitória de consciência, associada à perda do tônus postural seguida de recuperação espontânea. A síncope vasovagal, também conhecida como neurocardiogênica, é a causa mais comum de síncope em crianças. O teste de inclinação (Tilt test) é utilizado como...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Veronesi, Letícia Bergo [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/257512
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11449/257512
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Síncope neurocardiogênica
Teste de inclinação
Tipo de resposta
Pacientes pediátricos
Descripción
Sumario:Introdução: A síncope é uma perda súbita e transitória de consciência, associada à perda do tônus postural seguida de recuperação espontânea. A síncope vasovagal, também conhecida como neurocardiogênica, é a causa mais comum de síncope em crianças. O teste de inclinação (Tilt test) é utilizado como um dos critérios diagnósticos, e pode apresentar três tipos de respostas: vasovagal (sendo vasodepressora, cardioinibitória ou mista), a disautonômica, e a síndrome da taquicardia postural ortostática. Objetivo: Determinar os tipos de resposta ao Tilt test em pacientes pediátricos com diagnóstico de síncope. Métodos: Estudo clínico observacional de corte transversal, com coleta de dados de crianças e adolescentes com diagnóstico de síncope submetidas ao teste de inclinação, a partir da consulta dos prontuários eletrônicos dos pacientes pediátricos de um hospital terciário. Os dados foram digitados em uma planilha eletrônica e submetidos ao teste de Goodman assim como à técnica da análise de variância não paramétrica para o modelo com dois fatores, complementada com o teste de comparações múltiplas de Dunn. O nível de significância foi de 5%. Resultados: O diagnóstico clínico de síncope foi feito em 378 pacientes, dos quais 209 (55,3%) foram submetidos ao Tilt test. Foram realizados 212 Tilt tests, com predominância estatisticamente significante de resultados negativos (58,8%) em relação aos positivos (41,2%). Houve predomínio da resposta vasovagal (89,5%) em relação à disautonomia e síndrome da taquicardia postural ortostática. A resposta tipo vasodepressora foi mais frequente que a resposta mista que, por sua vez, foi mais frequente que a resposta tipo cardioinibitória. A mediana da idade foi maior nos pacientes submetidos ao Tilt test (152,5 meses x 115,4 meses; p<0,05), assim como nos que apresentaram resultado positivo (170,7 meses x 138,8 meses, p<0,05). A mediana da idade foi menor no sexo masculino na resposta tipo cardioinibitória (168,5 meses x 180,8 meses, p<0,001). Conclusões: A maioria dos pacientes submetidos ao Tilt test apresentaram resultado negativo, mostrando que o exame foi realizado sem indicação adequada para mais da metade dos pacientes. Os pacientes mais jovens apresentam Tilt tests predominantemente negativos mostrando que a origem da síncope não é vasovagal, síndrome da taquicardia postural ortostática ou disautonomia. As respostas mais frequentes nos testes positivos são vasodepressora e mista, sendo que a resposta cardioinibitória predomina no sexo masculino em pacientes mais jovens. A indicação da realização do Tilt test precisa fundar-se em critérios mais objetivos, caso contrário, configura-se como uma prática desnecessária e dispendiosa.