Cordia verbenacea DC.: estudo químico biológico relacionado ao seu uso tradicional

Cordia verbenacea DC. é uma espécie nativa do Brasil, popularmente utilizada na forma de "garrafadas" para o tratamento contra infecções, úlceras, dores e reumatismos. A erva baleeira consta no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira e integra a Relação de Plantas Medicinais...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Moro, Isabela Jacob [UNESP]
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/218071
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/218071
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:antioxidante
anti-inflamatório
Varronia curassavica
Cordia verbenacea
flavonas
triterpenos
Descripción
Sumario:Cordia verbenacea DC. é uma espécie nativa do Brasil, popularmente utilizada na forma de "garrafadas" para o tratamento contra infecções, úlceras, dores e reumatismos. A erva baleeira consta no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira e integra a Relação de Plantas Medicinais de Interesse do SUS. Estudos preliminares de nosso grupo de pesquisa levaram ao isolamento e identificação de substâncias da espécie e a verificação da atividade antioxidante de extratos. Desta forma, o presente trabalho teve por objetivo averiguar a atividade antioxidante dos metabólitos secundários, e, também, a atividade anti-inflamatória de extratos. Além disso, buscou o desenvolvimento de métodos analíticos que atendessem aos Princípios da Química verde. Apesar do disseminado uso da planta, há pouca informação a respeito de sua toxicidade. Sendo assim, o trabalho também buscou avaliar a embriotoxicidade através do estudo com modelo animal alternativo (zebrafish), abarcando, mais uma vez, os princípios da Química Verde. Do ponto de vista do potencial antioxidante, é sabido que o processo de produção de radicais livres é fisiológico tendo importantes funções metabólicas. No entanto, o estresse oxidativo ocasionado quando a produção das espécies reativas de oxigênio exacerba a capacidade antioxidante do organismo, pode comprometer as biomoléculas e influenciar negativamente a homeostase dos sistemas. Por sua vez, a inflamação é uma resposta fisiológica normal do organismo frente a infecções ou lesões teciduais. Porém, o processo inflamatório pode se relacionar com o estresse oxidativo quando da ativação intensa de células do sistema imune, tal como os neutrófilos. Neste estudo, o extrato etanólico ofereceu uma resposta menos antioxidante na grande maioria dos ensaios realizados, tendo superado a atividade do extrato hidroetanólico apenas no ensaio com ácido hipocloroso. Com relação às flavonas, apenas a substância 1 atingiu valores de CE50 nos ensaios antioxidantes, porém, a mistura das substâncias 1 e 2 (PPt) obteve atividade superior nas avaliações antioxidantes. Os triterpenos não apresentaram atividade antioxidante nas concentrações avaliadas. Na avaliação anti-inflamatória, a cordialina A ofereceu melhor resposta que a flavona (substância 2), principalmente em COX1, e não atingiu os valores de CI50 em sPLA2. Contudo, os valores de inibição da atividade. Do ponto de vista da Química Verde, foi desenvolvido um método por UPLC-UV e um método OLE (online extraction)-UPLC-UV, para análise direta da droga vegetal. Esses métodos desenvolvidos por UPLC-UV e OLE-UPLC-UV foram avaliados através da métrica Agree como mais verdes do que o método HPLC-UV para análise do extrato hidroetanólico, O método UPLC-UV foi validado e foi determinado o teor de ácido rosmarínico no extrato hidroetanólico, sendo equivalente a 6,1% (m/m). O métodos desenvolvidos tinham como destaque o uso de etanol, a redução do tempo de análise e a ausência de preparo de amostra com o uso do OLE. A escassez de dados sobre a toxicidade estimulou a pesquisa por parte deste trabalho e foi observado que ambos extratos levaram a morte e malformações de embriões, sugerindo um cuidado no manejo de estantes e crianças, apesar do ensaio não descarta a necessidade de avaliação de outras concentrações e em outros modelos de estudo.