A variação do campo geomagnético no superchron normal do cretáceo (SNC) no aptiano-albiano

Esta tese investiga as variações da paleointensidade relativa (RPI) durante o intervalo Aptiano–Albiano, com base em testemunhos sedimentares das bacias de Sergipe-Alagoas (SER-03, Brasil) e Umbria-Marche (PLG, Itália). O estudo contribui para a compreensão do comportamento do campo geomagnético dur...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Mello, Raquel Gewehr de
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/296735
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/296735
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Paleomagnetismo
Paleointensidade
Aptiano
Paleointensity aptian-albian
Cretaceous normal superchron
Paleomagnetism
Descripción
Sumario:Esta tese investiga as variações da paleointensidade relativa (RPI) durante o intervalo Aptiano–Albiano, com base em testemunhos sedimentares das bacias de Sergipe-Alagoas (SER-03, Brasil) e Umbria-Marche (PLG, Itália). O estudo contribui para a compreensão do comportamento do campo geomagnético durante o Superchron Normal do Cretáceo (SNC), um período de longa estabilidade magnética. Foram aplicadas técnicas avançadas de paleomagnetismo e magnetismo de rochas, incluindo a normalização da NRM por diferentes proxies (ARM, IRM e suscetibilidade magnética), além da técnica pseudo-Thellier. Os dados obtidos foram comparados com registros globais para análise detalhada da intensidade do campo geomagnético ao longo do tempo. A análise do testemunho PLG revelou que a ARM 20 mT foi um proxy confiável para a reconstrução da intensidade do campo magnético, sendo a magnetita o principal portador de remanência. Contudo, variações na coercividade e na mineralogia magnética foram identificadas, com contribuições adicionais de titanomagnetita e, nas camadas superiores, de hematita e goethita. A reconstrução da RPI indicou uma redução antes da reversão M0r, associada a eventos precursores de reversões geomagnéticas. Durante o evento ISEA (~117 Ma), tanto os registros do PLG quanto de outros estudos indicaram uma queda da intensidade do campo magnético, seguida por uma recuperação gradual. No testemunho SER-03, a RPI foi obtida por normalização da NRM utilizando ARM 15 mT, considerado o melhor proxy devido à sua sensibilidade a partículas magnéticas de grão fino. A mineralogia do SER-03 é dominada por magnetita e titano-magnetita, com predominância de partículas PSD e contribuições menores de SD e MD. As curvas de RPI demonstram boa correlação com registros globais, reforçando que a intensidade do campo geomagnético durante o SNC permaneceu relativamente estável. Diferenças entre os registros sedimentares podem estar relacionadas à resolução temporal, especialmente em comparação com os dados de anomalias magnéticas deep-tow. Os resultados desta pesquisa reforçam que o SNC foi um período de alta estabilidade geomagnética, com flutuações associadas a processos internos do geodínamo e fatores sedimentológicos. O estudo amplia o conhecimento sobre a variabilidade da paleointensidade relativa no Cretáceo e contribui para o aprimoramento de modelos geomagnéticos globais.