Decomposição cadavérica e sazonalidade da entomofauna: contribuição para uma tafonomia médico-veterinária

O objetivo desse estudo foi inventariar a entomofauna associada a decomposição de carcaça de Sus scrofa domesticus no município de Palotina, Paraná, por meio do levantamento de ordens de insetos presentes nos cadáveres em diferentes estações do ano e em diferentes fases de decomposição. O experiment...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Favalesso, Marília Melo, Caron, Edilson, Cestari, Filipi Krasinski, Rosário, Carla Janaina Rebouças Marques do, Reis, Sérvio Túlio Jacinto, Tostes, Raimundo Alberto
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Repositorio:Archives of Veterinary Science (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/94572
Acceso en línea:https://revistas.ufpr.br/veterinary/article/view/94572
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Decomposição
Fauna cadavérica
Medicina Veterinária Legal.
Descripción
Sumario:O objetivo desse estudo foi inventariar a entomofauna associada a decomposição de carcaça de Sus scrofa domesticus no município de Palotina, Paraná, por meio do levantamento de ordens de insetos presentes nos cadáveres em diferentes estações do ano e em diferentes fases de decomposição. O experimento foi realizado no Setor Palotina da Universidade Federal do Paraná -UFPR, no período de junho de 2011 a abril de 2012 com quatro carcaças obtidas de refugo da suinocultura. As carcaças foram depositadas no solo sobre uma grade de metal protegida por gaiola e para captura dos insetos foram utilizadas armadilhas do tipo pitfall e Shannon modificada. As coletas foram realizadas diariamente até a completa esqueletização da carcaça. Com isso, obteve-se um total de 10.992 insetos coletados. No inverno foram coletados 3.280 indivíduos, dos quais 62,9% eram dípteros e 13,72% coleópteros; ambas as ordens prevaleceram na esqueletização. Na primavera foram coletados 2.730 espécimes com prevalência de coleópteros e dípteros na fase coliquativa, com 1.108 e 839 exemplares, respectivamente. No verão os insetos mais prevalentes foram os dípteros (37,11%) e coleópteros (31,21%), sendo a fase de esqueletização a mais importante. No outono a ordem Díptera (65,3%) e a Himenóptera (21,64%) foram as mais comuns, sendo a fase coliquativa a que obteve um maior número de indivíduos. Sendo assim observou-se que não houve uma sucessão entomológica concreta entre as diferentes ordens, sendo necessário um estudo mais aprofundado dos indivíduos, para que seja possível associar determinados táxons a eventos post-mortem bem definidos.