Construção e validação do protocolo de anestesia em balneoterapia para crianças queimadas
A balneoterapia, caracterizada pelo banho diário do paciente queimado seguido de procedimentos de limpeza da ferida e curativos constitui um desafio no que se refere à analgesia e sedação necessárias. O objetivo desse estudo foi construir e validar um protocolo de anestesia para crianças queimadas s...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual do Ceará |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UECE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:uece.br:86737 |
| Acceso en línea: | https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=86737 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Anestesia Balneoterapia Queimaduras em Crianças Saúde da criança e do adolescente |
| Sumario: | A balneoterapia, caracterizada pelo banho diário do paciente queimado seguido de procedimentos de limpeza da ferida e curativos constitui um desafio no que se refere à analgesia e sedação necessárias. O objetivo desse estudo foi construir e validar um protocolo de anestesia para crianças queimadas submetidas à balneoterapia. A amostra foi composta por 16 crianças e 17 juízes especialistas que realizaram a validação de conteúdo e aparência do protocolo. Trata-se de um estudo metodológico desenvolvido em duas fases no período de fevereiro a agosto de 2016.<br/>Na primeira fase foi elaborado um protocolo clínico para manejo de sedação em crianças submetidas à balneoterapia e validado pelos especialistas. Na segunda, foi realizada aplicação do protocolo em crianças vítimas de queimaduras. O projeto foi aprovado pelo comitê de ética em Pesquisa do Instituto Dr. José Frota (IJF), sob o parecer n.°1.564.666. O protocolo foi elaborado seguindo-se as diretrizes de construção e validação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e obedeceram aos princípios da prática baseada em evidências científicas nos últimos cinco anos. O Índice de Validade de Conteúdo (IVC) global foi de 99%. Todos os juízes especialistas eram anestesiologistas. Na aplicação do protocolo ao público-alvo a maioria das crianças era do sexo masculino. A média de idade dos participantes foi de dois anos e meio. Verificou-se que os líquidos quentes contribuíram para a maior parte dos casos de queimadura (75,3%) sendo o domicílio o principal local de ocorrência (93,7%). Todas as crianças receberam pré-anestésico com midazolam antes da balneoterapia. A associação de três medicamentos (midazolam. fentanil e cetamina) foi administrada por via endovenosa durante o procedimento. Uma dose subsequente foi utilizada em seis crianças. Foi administrada a menor dose por quilo de peso sugerida dos medicamentos. A escala de dor FLACC (FACE, LEGS, ACTIVITY, CRY, CONSOLABILITY) foi utilizada em 13 crianças e a escala de FACES WONG-BAKER em três crianças. Nenhuma criança apresentou dor depois da dose inicial. Concluiu-se que o protocolo poderá ser aplicado pelos especialistas do serviço com segurança e facilidade. Palavras-chave: Analgesia. Anestesia. Balneoterapia. Balneologia. Queimaduras. Criança. |
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