Dominar homens ferozes: missionários carmelitas no Estado do Maranhão e Grão-Pará (1686-1757)

O Estado do Maranhão e Grão-Pará foi palco para tensas relações entre os diversos setores da sociedade, principalmente moradores, clero e grupos indígenas. A partir de 1686, com a instauração do Regimento das Missões a balança começou a pender a favor dos missionários que acumularam poder para expan...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Carvalho Júnior, Roberto Zahluth de
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/23328
Acceso en línea:http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/23328
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:História Social
carmelitas
Grão-Pará
rio Negro
século XVIII
cristianização
fronteira
índios
missões
Descripción
Sumario:O Estado do Maranhão e Grão-Pará foi palco para tensas relações entre os diversos setores da sociedade, principalmente moradores, clero e grupos indígenas. A partir de 1686, com a instauração do Regimento das Missões a balança começou a pender a favor dos missionários que acumularam poder para expandir as missões e solidificar a influência portuguesa na região. Nesse contexto, a Ordem do Carmo ascendeu como um dos institutos a construir um importante complexo de aldeias missionárias às margens dos rios Negro e Solimões, atuando para cristianizar e pacificar os diversos grupos indígenas da região, enquanto fortaleciam a presença colonial lusitana, constantemente ameaçada em um território considerado como área de fronteira. O apostolado dos carmelitas (e dos missionários de modo geral) poderia ser motivo de divergências com a sociedade laica. No entanto, a ausência de um clero secular consistente favorecia o clero regular. Assim, os missionários tornaram-se os principais pastores espirituais do universo colonial. Em meio a este cenário, tentamos entender como os carmelitas, uma ordem sem carisma apostólico, se constrói missionária, e como suas missões não perdem o caráter cristianizador perante os desafios apresentados pelo processo de colonização e expansão das missões.