Encontro entre as práticas Afonjá e Sergipe: o papel do espaço na estabilização do Ilé Àse Òpó Osogunlade

A tese é um estudo sobre a fundação e inserção de um terreiro Ketu, o Ilé Àse Òpó Osogunlade, na cidade sergipana de São Cristóvão. O terreiro é fundado e dirigido por Reginaldo Daniel Flores, membro da família Daniel de Paula, há duzentos anos uma das famílias mantenedoras do culto nigeriano de egú...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Santos Barbosa, Andréa Rosane
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/39328
Acceso en línea:https://repositorio.ufba.br/handle/ri/39328
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA
Religiões afro-religiosas
candomblé ketu
Etnografia
Território
Sergipe
Afro-religion
ketu candomble
Ethnography
Territoires
Descripción
Sumario:A tese é um estudo sobre a fundação e inserção de um terreiro Ketu, o Ilé Àse Òpó Osogunlade, na cidade sergipana de São Cristóvão. O terreiro é fundado e dirigido por Reginaldo Daniel Flores, membro da família Daniel de Paula, há duzentos anos uma das famílias mantenedoras do culto nigeriano de egúngún (ancestral) na ilha de Itaparica, Bahia. Além disso, o pai de santo desse terreiro, passou a maior parte da sua infância sob os cuidados de mãe Senhora, Oxum Muiwá, terceira yalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, um terreiro centenário situado em São Gonçalo do retiro, em Salvador. Apoiada em entrevistas e numa pesquisa etnográfica, o trabalho explorou modos alternativos de percepção espacial. Procurou-se,dessa forma, interrogar a potencialidade política da instalação de um terreiro, que tipos territoriais o movimento de fixação conecta, desconecta e que permanecem latentes enquanto alianças possíveis. Para isso, o estudo se apoiou, principalmente no trabalho de dois autores: a geógrafa Doreen Massey e o antropólogo Tim Ingold. Buscou-se, desse modo, sustentar a ideia de que os deslocamentos, chegada e instalação territorial não percorrem um mundo já preestabelecido. Em vez disso, eles resultam do encontro promovido pelo movimento. Trata-se de valorizar a multiplicidade de práticas, afro-religiosas ou não, que instauram e transformam a qualidade do lugar.