Desenvolvimento tecnológico de comprimido antirretroviral em associação dose fixa de zidovudina, lamivudina e efavirenz
O presente trabalho apresenta o desenvolvimento tecnológico de um produto inédito contendo a associação em dose fixa (ADF) dos antirretrovirais zidovudina (AZT, 300 mg), lamivudina (3TC, 150 mg) e efavirenz (EFV, 300 mg), todos de primeira escolha no tratamento antirretroviral. O produto visa agrega...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2011 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/3069 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3069 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Efavirenz Zidovudina Lamivudina Estabilidade Comprimido Produtos de degradação. |
| Sumario: | O presente trabalho apresenta o desenvolvimento tecnológico de um produto inédito contendo a associação em dose fixa (ADF) dos antirretrovirais zidovudina (AZT, 300 mg), lamivudina (3TC, 150 mg) e efavirenz (EFV, 300 mg), todos de primeira escolha no tratamento antirretroviral. O produto visa agregar novas vantagens a terapia medicamentosa atual ao modificar a posologia do EFV, associando este ao produto combinado contendo AZT + 3TC. Inicialmente, realizou-se uma caracterização dos insumos farmacêuticos ativos (IFA) selecionados, aprofundando-se no EFV, responsável por diversos casos de falhas terapêuticas, devido a sua baixa solubilidade aquosa (± 9 μg/mL). Todos os IFA apresentaram características inadequadas de fluxo, evidenciando a necessidade de um processo produtivo de compressão por granulação via úmida. O estudo de compatibilidade fárma-fármaco teve por finalidade compreender as possíveis interações no estado sólido entre os IFA, avaliando a possibilidade de se combiná-los em um único produto, sem mecanismos de segregação dos pós, além da análise da influência do contato destes com a água, presente no processo produtivo do comprimido. O estudo possibilitou observar que a associação dos fármacos não apresenta impedimentos físicos, desde que não haja a fusão destes durante a manufatura. Observou-se também uma influência positiva no incremento do percentual dissolvido do EFV, quando associado aos outros dois IFA. O desenvolvimento tecnológico do comprimido apresentou três principais entraves tecnológicos solucionados, dentre estes a dissolução do EFV, a compatibilidade da formulação e a obtenção de um comprimido com dimensões adequadas a deglutição oral. O estudo de compatibilidade fármaco-excipiente, selecionou os melhores excipientes para a formulação. O comprimido foi obtido com peso de 900 mg, sendo 750 mg de IFA e 150 mg de excipientes (celulose microcristalina, croscarmelose sódica, polivinilpirrolinona, estearato de magnésio, dióxido de silício coloidal e lauril sulfato de sódio). Por meio do teste de dissolução desenvolvido e validado obteve-se, em 30 minutos, os valores de 91,5% para o 3TC, 95,0% para o AZT e 90,2% para o EFV. As condições estabelecidas para o teste de dissolução foram aparato pá com rotação a 100 rpm e 900 mL do meio de lauril sulfato de sódio a 1% (pH 6,8) a 37°C ± 0,5°C. O doseamento do comprimido foi realizado por método analítico desenvolvido e validado utilizando coluna cromatográfica C18, fase móvel gradiente de acetonitrila e água purificada, λ 248 nm e tempo de corrida de 14 minutos. Para o estudo de estabilidade este método foi adaptado por meio de amostras estressadas, gerando um novo método indicativo de estabilidade, com 35 minutos de corrida. Concluí-se que a abordagem integrada da tecnologia farmacêutica proporcinou a obtenção de um produto farmacêutico inovador, dentro das exigências regulatórias e requisitos técnicos selecionados |
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