Indicador nacional de alfabetismo funcional-2001: explorando as diferenças entre mulheres e homens

Este trabalho se insere em um conjunto de estudos na área educacional que investigam as diferenças nos resultados que homens e mulheres apresentam em pesquisas educacionais. O Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional é composto por um teste com 20 questões de dificuldade variada, que mensura como...

Full description

Bibliographic Details
Author: Artes, Amélia Cristina Abreu
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2007
Country:Brasil
Institution:Universidade de São Paulo (USP)
Repository:Educação e Pesquisa
Language:Portuguese
English
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/28067
Online Access:https://www.revistas.usp.br/ep/article/view/28067
Access Level:Open access
Keyword:Letramento
Alfabetismo
Sexo e gênero
Literacy
Sex and gender
Description
Summary:Este trabalho se insere em um conjunto de estudos na área educacional que investigam as diferenças nos resultados que homens e mulheres apresentam em pesquisas educacionais. O Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional é composto por um teste com 20 questões de dificuldade variada, que mensura como as pessoas utilizam-se da escrita e da leitura em seus espaços cotidianos, tendo sido desenvolvido pelo Instituto Paulo Montenegro (IBOPE) e Ação Educativa e aplicado a uma amostra estratificada da população brasileira, composta de 2.000 pessoas (15 a 64 anos). Os resultados indicam que as mulheres apresentam um resultado melhor em todas as questões do teste na comparação com os homens. Utilizando o conceito de gênero e afastando-se da dicotomia homem-mulher, trabalhou-se com três grupos ocupacionais: homens que trabalham; mulheres que trabalham fora e donas-de-casa. A análise inferencial realizada indica que as diferenças entre as proporções médias de acertos nos três grupos ocupacionais são significativas, uma vez controladas as cinco variáveis preditoras (escolaridade, idade, cor, Critério Brasil e gosto por leitura). Isso sugere que as diferenças encontradas entre os grupos independem dessas variáveis preditoras. Na análise questão a questão, observa-se que, para nove destas, as mulheres que trabalham apresentam um desempenho médio superior aos homens que trabalham ou donas-de-casa. O que mais surpreende é que em três questões as donas-de-casa apresentam um desempenho significativamente superior aos homens que trabalham.