| Sumario: | 1 INTRODUÇÃOOs acidentes por animais peçonhentos são um problema de saúde pública, principalmente em países tropicais. Apesar de serem doenças de Notificação Compulsória, são consideradas doenças negligenciadas. (SALOMÃO et al, 2018). Crianças, casualmente, envolvem-se em acidentes desta natureza e embora a maioria das picadas por animais peçonhentos causem apenas dor local, neste grupo etário pode haver maior gravidade e resultar em sequelas e morte. (LEVINE, 2014). 2 OBJETIVOComparar o perfil epidemiológico de casos notificados de acidentes por animais peçonhentos em Alagoas em menores de 14 anos, entre os anos de 2017 e 2019. 3 METODOLOGIAEstudo transversal, descritivo e retrospectivo a partir da base de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) no período de 2017 a 2019, considerando as variáveis: tipo de acidente, faixa etária e ano de diagnóstico. 4 RESULTADOSForam notificados em Alagoas, no período citado, 7248 casos desses acidentes, entre a faixa etária menores de 1 ano a 10 - 14 anos, sendo excluídos casos ignorados e em branco. Houve predomínio de acidentes por escorpiões com 6023 casos (85,1%), seguidos por 489 acidentes por abelhas (7%). Em 2019 foram notificados 2486 casos (34,2%), em 2018, 2532 casos (34,9%) e em 2017, 2230 casos (30,7), sendo o menor número de notificações. Comparando o ano de 2017 a 2018, houve aumento de 14% dos acidentes por esses animais, no entanto, notou-se redução de 2% dos casos ao comparar 2018 a 2019. Além disso, entre 2017 e 2019 houve aumento de 7% no número de acidentes por escorpiões e de 62% por abelhas. 5 CONCLUSÕESDiante do exposto, é notória a importância da notificação, para que estudos como este sejam realizados. Ficando clara a necessidade de campanhas públicas de prevenção a esses acidentes.
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