Matar e morrer no Amapá : letalidade policial, sensos de justiça e regimes de desumanização

Neste artigo, apresentamos os dados e as interpretações de pesquisas etnográficas realizadas nos últimos quatro anos por membros do Laboratório de Estudos Etnográficos e Antropologia do Direito (Laet) da Universidade Federal do Amapá (Unifap) acerca do discurso policial, no que se refere a sua própr...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Cardoso, Marcus, Lemos, Carolina Barreto, Barriga, Vinícius, Figueiredo, Jade, Rocha, Juliana
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)
Repositorio:Repositório Institucional da IPEA (RCIpea)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/13597
Acceso en línea:https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/13597
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Violência
Morte
Segurança Pública
Letalidade policial
Troca de tiros
Bandido
Descripción
Sumario:Neste artigo, apresentamos os dados e as interpretações de pesquisas etnográficas realizadas nos últimos quatro anos por membros do Laboratório de Estudos Etnográficos e Antropologia do Direito (Laet) da Universidade Federal do Amapá (Unifap) acerca do discurso policial, no que se refere a sua própria letalidade, assim como as reações registradas pelos seus apoiadores nos perfis do Devotos do Bope-AP em redes sociais. Sugerimos que os usos recorrentes de determinadas categorias êmicas – troca de tiros, pessoa de bem/trabalhador e bandido/criminoso – para retratar e exaltar a letalidade policial expressam sensos de justiça e de direitos ancorados em uma visão de mundo hierarquizada, onde o direito à vida é compreendido como um privilégio de determinados tipos morais e onde o extermínio de alguns não é apenas tolerado, mas demandado.