Obtenção e caracterização de quitina e quitosana de Macrobachium rosenbergii

A quitina foi obtida a partir de diferentes partes do camarão de água doce Macrobrachium rosenbergii - cefalotórax, abdômen e quelípedes - por meio de duas sequências distintas de processamento. Na sequência 1, os exoesqueletos foram submetidos primeiro ao tratamento alcalino, seguido do tratamento...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Battisti, Marcos Valerio
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2002
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-29102025-160402
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/75/75131/tde-29102025-160402/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Macrobachium rosenbergii
biopolímeros
biopolymers
caracterização
characterization
chitin
chitosan
quitina
quitosana
Descripción
Sumario:A quitina foi obtida a partir de diferentes partes do camarão de água doce Macrobrachium rosenbergii - cefalotórax, abdômen e quelípedes - por meio de duas sequências distintas de processamento. Na sequência 1, os exoesqueletos foram submetidos primeiro ao tratamento alcalino, seguido do tratamento ácido para desmineralização; na sequência 2, a ordem desses tratamentos foi invertida. A aplicação da sequência 1 resultou em maior rendimento de quitina, enquanto a sequência 2 produziu um material com baixos teores de cinzas e metais. Por outro lado, as quitinas obtidas por ambas as sequências apresentaram maior pureza em relação às quitinas comerciais, evidenciando a importância da procedência da matéria-prima e do controle das condições de processamento para a qualidade final do biopolímero. Além disso, as quitinas provenientes de diferentes partes do animal apresentaram teores de metais distintos, indicando que a separação das partes do exoesqueleto é relevante, procedimento não adotado nas quitinas comerciais. As desacetilações das quitinas obtidas de M. rosenbergii foram realizadas na presença e na ausência de boro-hidreto de sódio. A purificação das quitosanas resultou na eliminação de contaminantes, conforme evidenciado por difração de raios X, e aumentou os índices de cristalinidade em comparação com as amostras não purificadas. As quitosanas obtidas na presença de boro-hidreto de sódio apresentaram viscosidades intrínsecas superiores, devido à ação deste agente redutor na minimização da despolimerização. Algumas amostras foram preparadas como cloridrato de quitosana, solúvel em água, e suas soluções aquosas (C = 5 g/L) foram analisadas em um reômetro equipado com sensor de duplos cilindros concêntricos a 25 °C. Todas as soluções exibiram comportamento pseudoplástico, independentemente do material ou da sequência adotada para a obtenção da quitina, com aumento da viscosidade observado na presença de boro-hidreto de sódio.