Efeito citotóxico do látex de Euphorbia umbellata (Pax) Bruyns (Euphorbiaceae) para modelo de melanoma murino

Euphorbia umbellata (Pax) Bruyns é conhecida popularmente como “janaúba” e seu látex é empiricamente utilizado como uma “garrafada” para tratamento de diversas doenças, entre elas o câncer. Frente a isso, o objetivo desse trabalho foi avaliar a atividade citotóxica in vitro e in vivo de compostos pr...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Andrade, Evelyn Assis de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPG
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2.uepg.br:prefix/3077
Acceso en línea:http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/3077
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FARMACIA
Euphorbia umbellata
Terpenos
Melanoma
Citotoxicidade
Ésteres de forbol
Terpenes
Cytotoxicity
Phorbol Esters
Descripción
Sumario:Euphorbia umbellata (Pax) Bruyns é conhecida popularmente como “janaúba” e seu látex é empiricamente utilizado como uma “garrafada” para tratamento de diversas doenças, entre elas o câncer. Frente a isso, o objetivo desse trabalho foi avaliar a atividade citotóxica in vitro e in vivo de compostos presentes no látex de E. umbellata, baseando-se em seu uso e indicação tnofarmacológica e relacionar os resultados com a composição química dessa matriz vegetal. Para tanto, o látex foi coletado e fracionado em extrator Soxhlet, do qual foram obtidas 8 frações, as quais foram utilizadas nos ensaios de citotoxicidade (MTT e vermelho neutro) frente à linhagem B16F10 (melanoma murino); os resultados foram utilizados para o cálculo do CI50 e, com base nestes, pode-se calcular o índice de seletividade (IS). Para os ensaios in vivo, foram utilizados 36 camundongos C57BL/6, machos, nos quais foram inoculadas as células B16F10 para formação do tumor e posteriormente estes animais foram tratados com a subfração diclorometano nas concentrações de 1 mg/kg e 10 mg/kg por 15 dias. Os resultados in vitro demonstraram-se pertinentes para o látex (CI50 = 0,69 ± 0,12 μg/mL, com IS = 0,6 por MTT; e CI50 = 0,02 ± 0,004 μg/mL, com IS = 6,3 por vermelho neutro) e para a fração hexano (CI50 = 24,44 ± 2,30 μg/mL, com IS = 0,8, por MTT e CI50 = 21,30 ± 16,60 μg/mL, com IS = 1,1 por vermelho neutro) e promissores para as subfrações éter de petróleo (CI50 = 5,99 ± 0,23 μg/mL, com IS = 3,98, por MTT) e diclorometano (CI50 = 16,20 ± 7,33 μg/mL, com IS = 0,30 por MTT). A análise espectrofotométrica das frações permitiu determinar que a subfração diclorometano apresenta maior quantidade de terpenos totais expressos em eufol. Acrescenta-se a isso o dado que a análise das frações, por CLAE-EM/EM permitiu quantificar grande quantidade de ésteres de forbois nas frações clorofórmio e acetato de etila e na subfração etanol. Com relação aos resultados in vivo, para o experimento realizado nesse trabalho, se verificou que a subfração diclorometano não demonstrou diferença significativa no volume do tumor nas concentrações testadas, frente ao controle negativo. Conclui-se que o látex de E. umbellata apresenta potencial citotóxico in vitro frente a linhagem B16F10, resultado esse que não foi confirmado nos experimentos in vivo, nesse trabalho. Ainda, pode-se inferir que essa ação pode estar relacionada a presença de terpenos na matriz vegetal.