Organização prosódica e interpretação de canções: a frase entonacional em quatro diferentes interpretações de Na batucada da vida
Propusemos, neste estudo, um olhar sobre o fenômeno da voz, no qual aspectos lingüísticos da interpretação vocal de uma canção pudessem ser levados em conta. Buscamos subsídios na Lingüística, mais especificamente, na Fonologia Prosódica, por acharmos que, ao vincularmos voz e linguagem, poderíamos...
| Autor: | |
|---|---|
| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2006 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/86542 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/11449/86542 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Música popular - Brasil Fonética Frase entonacional Interpretação vocal |
| Resumo: | Propusemos, neste estudo, um olhar sobre o fenômeno da voz, no qual aspectos lingüísticos da interpretação vocal de uma canção pudessem ser levados em conta. Buscamos subsídios na Lingüística, mais especificamente, na Fonologia Prosódica, por acharmos que, ao vincularmos voz e linguagem, poderíamos contribuir para um enriquecimento do trabalho fonoaudiológico com cantores. Para tanto, propusemos compreender, nesta pesquisa, como um grupo de juízes percebia auditivamente a maneira como grandes nomes da Música Popular Brasileira (Carmen Miranda, Dircinha Batista, Elis Regina e Ná Ozzetti) organizam prosodicamente o texto da canção Na batucada da vida. Analisamos mais especificamente a percepção de como as intérpretes organizam e delimitam o constituinte frase entonacional (I), assim como procuramos verificar a eficácia do algoritmo estabelecido para esse constituinte por Nespor & Vogel (1986). Como I é um constituinte da hierarquia prosódica que leva em conta, para sua definição, elementos semânticos, levantamos a possibilidade de criação de diferentes efeitos de sentido em cada interpretação, a partir dos diversos modos como as intérpretes organizam a frase entonacional. Pudemos observar, durante a exposição de nossos dados, que o algoritmo que define o constituinte frase entonacional formulado por Nespor & Vogel mostrou-se eficaz. Ao compactuarmos com a visão de que voz e linguagem não se separam, pudemos demonstrar, também, com base nos diversos modos de organizar a frase entonacional nas quatro intérpretes, a possibilidade de diferentes atribuições de sentido para as interpretações. Atribuímos, ainda, a essas diferentes organizações o caráter de possíveis marcas de subjetividade das intérpretes. Postulamos que as semelhanças encontradas na organização da frase entonacional poderiam decorrer de dois fatores... |
|---|