Disposição a pagar pelo uso recreativo de atrativo turístico do parque nacional de São Joaquim: mirante da pedra furada.

Unidades de Conservação (UC) tem se mostrado como um destino próspero para o ecoturismo, uma vez que houve um aumento considerável nos visitantes nos últimos anos. No entanto, grande parte das UCs com atrativos turísticos são de domínio público e têm sofrido com as quedas de repasse de verba para su...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Salamon, Matheus de Liz
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2022
País:Brasil
Recursos:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
Repositório:Repositório Institucional da Udesc
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.udesc.br:UDESC/22553
Acesso em linha:https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22553
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Valoração ambiental
Método de valoração contingente
Unidades de conservação
Turismo ecológico
Economia ambiental
Descrição
Resumo:Unidades de Conservação (UC) tem se mostrado como um destino próspero para o ecoturismo, uma vez que houve um aumento considerável nos visitantes nos últimos anos. No entanto, grande parte das UCs com atrativos turísticos são de domínio público e têm sofrido com as quedas de repasse de verba para sua gestão, dentre outros problemas enfrentados. Uma alternativa para auxiliar financeiramente as unidades de conservação e, consequentemente, melhorar a experiência do visitante é a cobrança pela visitação ou o processo de concessão. Neste contexto, o método de disposição a pagar (DaP) da população pelo uso de bens e serviços ambientais tem se mostrado uma alternativa viável para determinar o valor econômico de um bem, podendo servir como base para políticas de cobrança por seu uso recreativo. Nesta circunstância, o objetivo geral do estudo foi identificar o valor econômico para o uso recreativo do Mirante da Pedra Furada no Parque Nacional de São Joaquim (PNSJ) em Urubici – SC. O estudo foi conduzido no Portal de acesso ao Mirante da Pedra Furada durante o verão de 2021/22 e o inverno de 2022, sendo aplicados 1150 questionários dos quais 1121 foram validados. As respostas foram avaliadas por estatística descritiva, interação da DaP com as variáveis socioeconômicas e local de origem, procedendo-se também análise econométrica com a DaP como variável dependente. Os resultados mostraram que 92% dos turistas apresentam DaP, sendo a média de R$ 15,72 por pessoa, o visitante médio do parque tem idade superior a 40 anos, ensino superior completo, acompanhado de mais de duas pessoas e renda acima de 12 salários mínimos e com origem de Santa Catarina. Além disso, verificou-se que, em geral, os visitantes apresentam alta percepção sobre a importância ambiental do parque. Pessoas com maior renda pagam valores acima da média, bem como pessoas com escolaridade em nível de mestrado e ensino médio incompleto apresentaram as maiores DaPs, R$ 18,18 e R$21,83; respectivamente. Quanto à análise econométrica, as variáveis estado (dentro ou fora de Santa Catarina), número de acompanhantes, mediana da percepção ambiental e renda apresentaram significância.