Turismo de aventura e a deficiência visual

A pesquisa tem como tema o Turismo de Aventura praticado pelo deficiente visual. A escolha foi feita em função de motivações pessoais e da relevância do assunto no âmbito do turismo, no momento em que se ampliam as possibilidades de reconhecimento da cidadania das pessoas portadoras de algum tipo de...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Holleben, Denise
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Institución:Universidade de Caxias do Sul (UCS)
Repositorio:Repositório Institucional da UCS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ucs.br:11338/602
Acceso en línea:https://repositorio.ucs.br/handle/11338/602
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:TURISMO
Turismo de aventura
Deficientes visuais
Percepção
Turismo
Adventure tourism
Visual deficiency
Perception
Tourism trade
People with visual disabilities
Descripción
Sumario:A pesquisa tem como tema o Turismo de Aventura praticado pelo deficiente visual. A escolha foi feita em função de motivações pessoais e da relevância do assunto no âmbito do turismo, no momento em que se ampliam as possibilidades de reconhecimento da cidadania das pessoas portadoras de algum tipo de deficiência. O estudo teve como participantes portadores de deficiência visual congênita e adquirida. O referencial teórico pertinente ao Turismo de Aventura e a Deficiência Visual ainda é muito escasso, mas não foi fator que impedisse a realização da pesquisa, uma vez que o propósito foi produzir um trabalho acadêmico que abrisse mais uma janela no âmbito do turismo. Sob perspectiva do paradigma qualitativo, utilizou-se a metodologia descritiva do tipo estudo de caso. O quadro teórico engloba os seguintes tópicos: a) análise do objeto de estudo em questão; b) o turismo de aventura; c) a deficiência; d) estudo da deficiência visual, especificidades e características dos participantes; e) descrição das atividades de aventura como arvorismo, escalada, rapel e tirolesa; e, f) procedimentos técnicos que nortearam a realização das atividades. Os participantes do estudo foram 7 pessoas portadoras de cegueira congênita e adquirida na faixa etária entre 31 a 74 anos. A pesquisa de campo foi realizada no Alpen Park, na cidade de Canela/RS, local em que são oferecidos pela Empresa Atitude, Ecologia e Turismo atividades de Turismo de Aventura. O procedimento utilizado como os deficientes visuais nas atividades de aventura estudadas seguiu a mesma rotina utilizada com videntes. A coleta de informações englobou registros de dados cadastrais dos participantes, entrevistas semiestruturadas aplicada aos participantes, memoriais descritivos elaborados pelos participantes após a realização das atividades de aventura, memorial descritivo elaborado pela pesquisadora a partir das observações de campo, análise de vídeos e de acervo fotográfico construído a partir da experiência empírica com os DVs. As informações recolhidas são descritas e analisadas à luz do problema e dos sujeitos do estudo. As discussões e interpretação das informações se dão a partir de unidades de significados e categorias de análise. Os resultados apontam que o turismo de aventura é percebido pelos deficientes visuais como uma atividade que lhes proporciona satisfação e bem estar na superação do que poderia ser limitador aos portadores desta deficiência. O estudo indicou que não há necessidade de adaptações técnicas para que os DV pratiquem e desfrutem do turismo de aventura. O Turismo de Aventura é um segmento de mercado latente e pronto para ser explorado inclusive com deficientes visuais.