Potencial Evocado Miogênico vestibular para avaliar a extensão do comprometimento neurológico na infecção pelo HTLV-1
Introdução: O potencial miogênico evocado vestibular (VEMP) pode ser usado para testar as vias vestibulares centrais do mesencéfalo à coluna lombar, de acordo com o músculo de registro. Objetivo: Comparar a lesão medular na mielopatia associada ao HTLV-1 (HAM) e na infecção assintomática usando o VE...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFMG |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufmg.br:1843/34430 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/1843/34430 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Testes de função vestibular Potencial evocado motor Vírus linfotrópico T tipo 1 humano Equilíbrio postural Nervo vestibular Sáculo e utrículo Testes de Função Vestibular Potencial Evocado Motor Vírus Linfotrópico T Tipo 1 Humano Equilíbrio Postural Nervo Vestibular Sáculo e Utrículo |
| Sumario: | Introdução: O potencial miogênico evocado vestibular (VEMP) pode ser usado para testar as vias vestibulares centrais do mesencéfalo à coluna lombar, de acordo com o músculo de registro. Objetivo: Comparar a lesão medular na mielopatia associada ao HTLV-1 (HAM) e na infecção assintomática usando o VEMP com diferentes músculos de registro. Métodos: O VEMP foi registrado em 90 indivíduos (30 HAM, 30 portadores assintomáticos e 30 controles negativos) no músculo oculomotor (oVEMP), testando o reflexo vestíbulo-ocular; no músculo cervical (cVEMP) e no músculo sóleo (sVEMP), testando os reflexos vestibulares espinhais, respectivamente, nos níveis da coluna cervical e da coluna lombar. O tipo de estimulação foi auditivo para oVEMP e cVEMP e galvânico para sVEMP. As variáveis comparadas foram as latências das ondas eletrofisiológicas. Resultados: O grupo assintomático foi semelhante ao grupo controle em relação ao oVEMP (p=0,461), mas foi diferente em relação ao cVEMP (p ≤0,001) e sVEMP (p ≤0,001). O grupo HAM apresentou as piores latências e foi diferente do grupo assintomático para todas as modalidades de VEMP (p ≤0,001). A alteração concomitante nos três VEMPs no mesmo indivíduo ocorreu em 2 (6,7%) portadores assintomáticos e em 20 (66,7%) pacientes com HAM (p=0,001). A alteração em cada VEMP separadamente foi identificada no grupo assintomático em 3 (10,0%) indivíduos para oVEMP, 10 (33,3%) para cVEMP e 13 (43,3%) para sVEMP. No grupo HAM, o oVEMP foi alterado em 23 (76,6%) indivíduos, o cVEMP em 27 (90%) e o sVEMP em 30 (100%). Conclusão: O dano neurológico na infecção pelo HTLV-1 segue uma progressão ascendente que se inicia na fase assintomática, aparentemente clínica, e a HAM afeta não apenas a coluna vertebral, mas também o mesencéfalo. |
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