Validação clínica da escala Unesp-Botucatu para avaliar a dor em bovinos (UCAPS) e da escala de dor em vacas (CPS) em Bos taurus & Bos indicus

A avaliação da dor é crucial para orientar a tomada de decisão no manejo da dor e melhorar o bem-estar animal. Objetivou-se realizar uma validação clínica psicométrica da Escala Unesp-Botucatu para avaliar a dor em bovinos (UCAPS) e Escala de dor em vacas (CPS) para avaliação da dor pós-operatória e...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Tomacheuski, Rubia Mitalli
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/236152
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/236152
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Analgesia
Animais de fazenda
Bem-estar animal
Comportamento animal
Manejo da dor
Bovinos
Descripción
Sumario:A avaliação da dor é crucial para orientar a tomada de decisão no manejo da dor e melhorar o bem-estar animal. Objetivou-se realizar uma validação clínica psicométrica da Escala Unesp-Botucatu para avaliar a dor em bovinos (UCAPS) e Escala de dor em vacas (CPS) para avaliação da dor pós-operatória em Bos taurus (Angus) e Bos indicus (Nelore) submetidos à castração sob anestesia geral. Dez touros da raça Nelore e nove da raça Angus foram submetidos a estresse térmico testicular e escrotal (34, 37 e 40°C) por 135 minutos seguido de orquiectomia. Realizou-se sedação com xilazina (0,05 mg/kg IV), indução anestésica com cetamina (2,5 mg/kg) e diazepam (0,05 mg/kg) IV, manutenção com isoflurano e analgesia preemptiva com flunixin meglumine (1,1 mg/kg IM) e xilazina peridural (0,05 mg/kg) antes da cirurgia. A gravação de vídeos foi realizada por 3 minutos 48h antes da cirurgia e em jejum (M0), antes da sedação em jejum (M1), após a cirurgia, 3h após decúbito esternal e antes da analgesia no pós-operatório (M2), 1h após a analgesia (morfina 0,1 mg/kg IM) (M3), e 24h após a cirurgia (M4), quando os animais receberam flunixin meglumine (1,1 mg/kg IM). Duas avaliadores encobertas, avaliaram 95 vídeos aleatorizados duas vezes (total de 4,75h de gravações), em duas fases, com intervalo de 30 dias entre elas. A dor foi avaliada com UCAPS, CPS, Escala Visual Numérica (NRS) e Escala Visual Analógica (VAS). A análise estatística foi realizada usando o software R e considerou-se as diferenças como significativas quando o p < 0,05. A análise de componentes principais indicou que UCAPS e CPS são unidimensionais. Não houve diferenças para os escores totais de qualquer escala entre as raças. A confiabilidade intra e inter-avaliador, utilizando o coeficiente de correlação intraclasse ou kappa ponderado, variou de bom (> 0,70) a muito bom (> 0,81) para todas as escalas. A validade de critério concorrente mostrou forte correlação (0,75–0,77) entre NRS e VAS versus UCAPS e CPS, e entre UCAPS e CPS (0,76). O modelo linear misto mostrou que UCAPS e CPS foram responsivas, pois todos os itens e o escore total aumentaram após a cirurgia, embora não tenham diminuído após a analgesia. Todos os itens na UCAPS e CPS mostraram correlação item-total de Spearman aceitável (0,3–0,7). A consistência interna pelo coeficiente α de Cronbach foi boa (0,72) para UCAPS e muito boa (0,79) para CPS. Ambas as escalas foram específicas (81–85%) e sensíveis (82–87%) para diagnosticar animais sem e com dor respectivamente. O ponto de corte para analgesia de resgate foi > 4 para UCAPS e > 3 para CPS. A área sob a curva apresentou excelente capacidade discriminatória (> 0,93) para UCAPS e CPS. Concluindo que a UCAPS e a CPS são instrumentos válidos e confiáveis para se utilizar clinicamente na avaliação da dor em bovinos Angus e Nelore. Não houve diferenças nos escores de dor entre as raças. O ponto de corte definido de ambas as escalas pode orientar a tomada de decisão para analgesia de resgate.