Agentes da theileriose e da anaplasmose granulocítica em equídeos de microrregiões do estado do Rio de Janeiro

Este trabalho foi realizado nas microrregiões de Itaguaí e Serrana no estado do Rio de Janeiro para estudar os agentes da theileriose e da anaplasmose granulocítica equina. Amostras de soro e sangue foram submetidas à reação de imunofluorescência indireta (RIFI), reação em cadeia da polimerase em te...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Tiago Marques dos
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRRJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/9707
Acceso en línea:https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/9707
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Equídeos
Theileria equi
Anaplasma phagocytophilum
Epidemiologia
Diagnóstico sorológico e molecular
Equids
Epidemiology
Sorological and molecular diagnosis.
Medicina Veterinária
Descripción
Sumario:Este trabalho foi realizado nas microrregiões de Itaguaí e Serrana no estado do Rio de Janeiro para estudar os agentes da theileriose e da anaplasmose granulocítica equina. Amostras de soro e sangue foram submetidas à reação de imunofluorescência indireta (RIFI), reação em cadeia da polimerase em tempo real (RT-PCR) e a análise hematológica. A prevalência geral para T. equi foi de 81,09% (n=579), com maior prevalência (p<0,05) para microrregião de Itaguaí (85,43%), quando comparado a Serrana (76,92%). A região, altitude, nível da propriedade e origem dos equinos foram associados (p<0,05) com a soropositividade para T. equi. Equinos criados na microrregião de Itaguaí apresentaram 11% mais chance (RP=1,11; p=0,003) de terem contato com T. equi comparado aqueles criados na microrregião Serrana. Além disso, quando são criados a altitudes abaixo de 500m apresentaram 10% de chance a mais abaixo de 500m (RP=1.10; p=0,014) de se tornarem soropositivos. Equinos criados em propriedades de nível ruim (RP=1,13; p=0,018) e nascidos na propriedade (RP=1,10; p=0,008) apresentaram mais chance de terem contato com T. equi. A frequência de equinos soropositivos para A. phagocytophilum foi de 17% (n=17) das amostras examinadas no município de Seropédica. Apenas a idade apresentou associação (p=0,044) com a soropositividade dos equinos para A. phagocytophilum. Das 350 amostras avaliadas pela RT-PCR, 0,86% (n=3) apresentaram amplificação específica para o gene msp2. As amostras positivas apresentaram valores médios do CT de 35,09±1,48 ciclos e de Tm de 78,56±0,53ºC, semelhante a do controle positivo, de 78,45±0,32ºC. As microrregiões de Itaguaí e Serrana são endêmicas para theileriose equina e de estabilidade enzoótica para T. equi. Apenas os fatores relacionados à área de coleta influenciam a soropositividade dos equinos para T. equi nas microrregiões estudadas. A presença de anticorpos anti-A. phagocytophilum e a evidência molecular da infecção por esse agente em equinos do município de Seropédica, no estado do Rio de Janeiro, sugere a circulação de A. phagocytophilum nessa região.