Papel de diferentes fontes de selênio em aspectos fisiológicos de Pistia stratiotes submetida a estresse por arsênio

Embora represente uma operação com grande impacto econômico e social na fabricação de bens de consumo e de geração de emprego, a mineração é a causa de inúmeras contaminações ambientais, seja pela deposição inadequada de resíduos, que podem conter metais pesados e metaloides, como o As, ou até mesmo...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Neves, Pedro Henrique Santos
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Repositorio:LOCUS Repositório Institucional da UFV
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:locus.ufv.br:123456789/33916
Acceso en línea:https://locus.ufv.br/handle/123456789/33916
https://doi.org/10.47328/ufvbbt.2024.804
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Pistia stratiotes - Fisiologia
Estresse oxidativo
Fitorremediação
Pistia stratiotes - Efeito do arsênio
Fisiologia Vegetal
Descripción
Sumario:Embora represente uma operação com grande impacto econômico e social na fabricação de bens de consumo e de geração de emprego, a mineração é a causa de inúmeras contaminações ambientais, seja pela deposição inadequada de resíduos, que podem conter metais pesados e metaloides, como o As, ou até mesmo pelo rompimento de barragens que podem atingir os cursos d’água, vegetações e locais habitados. Uma das alternativas para a redução das concentrações de elementos tóxicos em corpos hídricos contaminados é a fitorremediação, técnica que utiliza plantas tolerantes e/ou acumuladoras para remover o contaminante do local. Trabalhos têm demonstrado a capacidade da macrófita aquática flutuante Pistia stratiotes em atuar na redução de resíduos tóxicos em meios aquáticos. Entretanto, a eficiência do processo é limitada pela ação desses poluentes, quando em concentrações elevadas, sobre o metabolismo vegetal. Algumas substâncias podem ser utilizadas para aumentar essa capacidade fitorremediadora, como o selênio (Se), o qual pode atenuar os danos celulares causados pela presença de elementos tóxicos, por meio da redução da absorção e ativação do sistema antioxidante. A indução desses mecanismos de tolerância pode utilizar o processo de rustificação, o qual consiste em manter as plantas, previamente à exposição aos poluentes, em determinadas concentrações do selênio. Embora a maioria dos trabalhos com Se abordem apenas os efeitos benéficos desse elemento, nossos resultados demonstraram que, em concentrações acima das consideradas ótimas e por períodos prolongados de exposição, podem ocorrer danos irreversíveis para as plantas, sendo considerado, nesse caso, um agente promotor de estresse oxidativo. Entretanto, quando em dosagem adequada, o Se foi responsável pela melhoria e aumento da capacidade antioxidante do vegetal, bem como pelo aumento da taxa de crescimento relativo e de pigmentos fotossintéticos. Esses resultados demonstram que plantas tratadas previamente com concentrações adequadas de Se podem ter a sua capacidade fitorremediadora aumentada. Após a definição das concentrações ótimas e do tempo de exposição adequado ao Se com fontes de selenito e selenato (2 µM por 5 dias), que tiveram como objetivo induzir processo de rustificação das plantas, aperfeiçoando mecanismos de tolerância ao estresse, as plantas foram expostas a concentrações tóxicas de As, por 3 dias. Nossos resultados indicaram que, após o processo de rustificação com Se, plantas de P. stratiotes conseguiram tolerar o estresse causado pelo metaloide. O tratamento prévio com Se foi capaz de atenuar a maioria dos danos causados pelo estresse oxidativo desencadeado pela exposição ao As. Entre os principais resultados destacam-se a capacidade antioxidante enzimática que foi aprimorada, além disso, pela afinidade química com o enxofre, o sistema antioxidante não enzimático também foi melhorado, sobretudo o ciclo dos tióis, tudo isso impulsionado pela nutrição mineral mais robusta proporcionada pelo tratamento prévio com Se. Tais melhorias contribuíram para a redução da formação de espécies reativas de oxigênio e dos danos moleculares. Sendo assim, a exposição prévia ao Se, seja na forma de selenato ou selenito, se apresenta como tecnologia promissora a ser empregada em processos de fitorremediação, tornando-a mais eficaz. Palavras-chave: estresse oxidativo; fitorremediação; rustificação; tolerância.