Fungos associados a anuros em remanescentes de Mata Atlântica do Nordeste do Brasil
A Mata Atlântica é um dos biomas mais diversos em formas de vida e interações ecológicas, abrigando milhares de espécies que coexistem em diferentes intervalos de nicho e estratégias de vida. Algumas espécies têm se mostrado mais suscetíveis ao risco de extinção, devido a diversos fatores. Os anfíbi...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/44698 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/44698 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Fungos Anfíbios Mata Atlântica |
| Sumario: | A Mata Atlântica é um dos biomas mais diversos em formas de vida e interações ecológicas, abrigando milhares de espécies que coexistem em diferentes intervalos de nicho e estratégias de vida. Algumas espécies têm se mostrado mais suscetíveis ao risco de extinção, devido a diversos fatores. Os anfíbios, sobretudo os anuros, estão entre os animais que mais sofrem com modificações ambientais. Muitos microhábitats utilizados por anuros são co-habitados por fungos, e estes desempenham associação, sobretudo no transporte de propágulos, mas a natureza desta interação permanece pouco conhecida. Como o primeiro esforço em direção ao conhecimento da interação fungos-anuros, o presente estudo teve como objetivo inventariar a micobiota associada a anuros em áreas da Mata Atlântica de Pernambuco, acessando a composição e a diversidade de espécies e avaliando a relação entre esta parâmetros e o grupo taxonômico do animal, seu hábitat e sua área de ocorrência. A amostragem foi realizada em três áreas: Estação Ecológica do Tapacurá (São Lourenço da Mata), no Jardim Botânico do Recife, e em Ventos de Santa Brígida (Garanhuns), todas em Pernambuco, Nordeste do Brasil. Para a localização dos anuros, foram realizadas quatro saídas a campo entre Julho e dezembro de 2018, nos períodos de seca e chuva. Foram feitas coletas ativas durante seis meses de amostragem, com esforço amostral de quatro horas, percorrendo as trilhas pré formadas. Assim que o animal era capturado, passou-se delicadamente um swab umedecido com uma solução salina por todo seu corpo, e em seguida o animal era solto. Cada swab foi separado em um tubo de 1,5 mL para posterior isolamento, em meio de cultura Batata Dextrose Ágar (BDA) acrescido de antibióticos. O cultivo de cada amostra foi realizado em triplicata. Foram coletadas amostras biológicas de 39 indivíduos, distribuídos em 14 espécies. Hylidae foi a família mais representativa (seis espécies). Adenomera hylaedactyla foi o anuro mais frequente. Boana albomarginata foi o anuro que apresentou maior taxa de ocorrências de fungos cultiváveis, assim como a micobiota rica. O grupo taxonômico dos anuros não é um parâmetro significativo para a composição da micobiota, a qual mostrou-se mais sensível ao hábitat dos animais, havendo relativo determinismo da micobiota entre anuros terrestres e arborícolas. Foram registrados fungos alocados em 102 grupos dentre as 281 ocorrências, incluindo gêneros, morfoespécies e espécies. Penicillium foi o gênero mais frequente e rico. Representantes de Aspergillus e de fungos acremonioides são mais comuns em rãs arborícolas do que em sapos terrestres. Espécies de Trichoderma, Fusarium, Cladosporium e de fungos leveduriformes foram também frequentes nas amostragens. A micobiota dos anuros é rica e diversa, e inclui fungos com conhecido potencial, seja para sua utilização ou para o seu controle. |
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