Estudo de inclusões fluidas em veio de quartzo aurífero do prospecto Patinhas, Província Aurífera do Tapajós, Cráton Amazônico

O prospecto Patinhas, na porção sudeste da província Tapajós, é caracterizado por um veio de quartzo aurífero com espessura média de 70 cm hospedado em zona de cisalhamento rúptil-dúctil, transcorrente, subvertical, orientada segundo NE-SW, que corta gnaisse granodiorítico do Complexo Cuiú-Cuiú (~2,...

Full description

Bibliographic Details
Authors: KLEIN, Evandro Luiz, ROSA-COSTA, Lúcia Travassos da, CARVALHO, José Maria de Azevedo
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2004
Country:Brasil
Institution:Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM)
Repository:Repositório Institucional de Geociências - RIGEO
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:rigeo.sgb.gov.br:doc/517
Online Access:https://rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/517
Access Level:Open access
Keyword:METALOGENIA
GEOTERMOMETRIA
PETROLOGIA
PETROGRAFIA
GEOLOGIA ESTRUTURAL
METAIS PRECIOSOS
MINERALIZAÇÕES
VEIOS
PROCESSOS HIDROTERMAIS
INCLUSÕES FLUIDAS
TECTÔNICA
GEOQUÍMICA
METASSEDIMENTOS
PROVENIÊNCIA
LITOGEOQUÍMICA
ELEMENTOS MAIORES
ELEMENTOS TRAÇOS
PRÉ-CAMBRIANO
BRASIL
PARÁ
MINAS GERAIS
Description
Summary:O prospecto Patinhas, na porção sudeste da província Tapajós, é caracterizado por um veio de quartzo aurífero com espessura média de 70 cm hospedado em zona de cisalhamento rúptil-dúctil, transcorrente, subvertical, orientada segundo NE-SW, que corta gnaisse granodiorítico do Complexo Cuiú-Cuiú (~2,0 Ga). O quartzo é leitoso, maciço e rico em pirita em sua porção central e foliado no contato com a rocha encaixante. Esse contato é também marcado por estreito halo de alteração hidrotermal que contém sulfetos disseminados e pela deformação dúctil imposta à rocha encaixante pelo cisalhamento. O caráter estrutural é sugestivo de posicionamento do veio em profundidade moderada, em estrutura ativa, cuja atividade estendeu-se por algum tempo após a formação do veio. O ouro é microscópico e preenche microfraturas em cristais de pirita. Ao microscópio, cristais de quartzo de dimensões variadas são envoltos por matriz recristalizada, em mosaico. São observados efeitos variáveis de deformação dúctil, fraca a intensa, devido à deformação que acompanhou e sucedeu a formação do veio de quartzo. Inclusões fluidas (IF) ocorrem em trilhas intra- e transgranulares, em bordas de cristais recristalizados, ou são encontradas em áreas menos deformadas e/ou reliquiares do quartzo, de forma isolada ou em pequenos grupamentos aleatórios. São descritas inclusões carbônicas (tipo 1) mono- e bifásicas, geralmente associadas com inclusões aquo-carbônicas (tipo 2) bi- ou trifásicas em temperatura ambiente, com o volume de CO2 variando entre 20 e 70%. Inclusões aquosas (tipo 3) bifásicas dividem-se em dois subtipos, um associado espacialmente aos tipos 1 e 2 e um outro posterior a todos os demais tipos. A temperatura de fusão da fase carbônica das IF dos tipos 1 e 2 mostra forte concentração de valores próximo ao ponto de fusão do CO2 puro. Com base no conjunto de dados estruturais, petrográficos e microtermométricos, interpreta-se a origem das IF como uma combinação entre separação de fases e re-equilibrio durante e após o aprisionamento. Parâmetros físico-químicos estimados a partir dos dados microtermométricos indicam que: a mineralização ocorreu entre 307ºC e 389ºC, sob pressão variável (média de 2,1 kb, correspondendo a 7 km de profundidade); o fluido aquo-carbônico possui densidade global entre 0,73 e 0,97 g/cm3 , salinidade média de 6,6 % em peso equivalente de NaCl; e que a fração molar do CO2 (XCO2 ) varia entre 6 e 16 moles %. Essas características são compatíveis com as de depósitos auríferos mesotermais / mesozonais estruturalmente controlados