O Internacionalismo Proletário e a Revolução Cubana

O Internacionalismo Proletário, como concepção teórica e ação prática, originou-se do movimento revolucionário socialista a partir do final do século XIX, principalmente após a constituição da I Internacional, com contribuições teóricas de Karl Marx e Friedrich Engels, e teve seu primeiro ensaio na...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Judite Elaine dos
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-02072021-141928
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/84/84131/tde-02072021-141928/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cuba
Internacionalismo proletário
Proletarian Internationalism
Revolução
Revolution
Socialism
Socialismo
Descripción
Sumario:O Internacionalismo Proletário, como concepção teórica e ação prática, originou-se do movimento revolucionário socialista a partir do final do século XIX, principalmente após a constituição da I Internacional, com contribuições teóricas de Karl Marx e Friedrich Engels, e teve seu primeiro ensaio na experiência da Comuna de Paris, conhecida como \"assalto aos céus\". No entanto, o século XX foi o tempo fecundo para a materialização do Internacionalismo Proletário. A Revolução Russa de 1917 alterou o curso histórico da Humanidade, apresentando ao mundo a primeira Revolução Socialista da História, na qual o Internacionalismo Proletário constituiu-se na palavra de ordem para a construção do socialismo em nível internacional. Após o triunfo da Revolução bolchevique, criou-se a Terceira Internacional, a Komintern, como instrumento de organização do proletariado mundial, de maneira que Partidos Comunistas floresceram pelos diferentes continentes, e o marxismo, como teoria científica do comunismo, também extrapolou o eixo europeu, possibilitando a interpretação desta teoria à partir das diferentes realidades no mundo periférico, tais como América Latina e África. Em 1959, triunfou outra Revolução transcendental para o Socialismo no mundo, a Revolução Cubana, momento em que se atravessava a Guerra Fria na disputa pela hegemonia entre Capitalismo e Socialismo, representados por suas principais potências, Estados Unidos e União Soviética. Cuba representou o baluarte da Revolução Socialista no Terceiro Mundo e vivificou a prática do Internacionalismo Proletário, transformando-se na principal referência de solidariedade para os povos da América Latina, África e Ásia. A Revolução Cubana apoiou Movimentos de Libertação Nacional em diferentes partes do mundo e levou para o seio destes movimentos a necessidade da emancipação dos povos contra o imperialismo, o capitalismo e o colonialismo. A Operação Carlota, em Angola, foi a maior missão de solidariedade internacional praticada pela Revolução Cubana, na qual, durante 16 anos de conflitos, cerca de meio milhão de cubanos participaram da guerra que levou à independência definitiva de Angola da Namíbia e o fim do regime racista de apartheid sul-africano. Assim, Cuba nutriu a luta pela construção do modelo contra hegemônico alternativo ao sistema do Capital, apoiada no bloco socialista, e a luta contra o imperialismo estadunidense alcançou dimensão planetária na qual o Internacionalismo Proletário cumpriu papel determinante no seu devido momento histórico.