Parâmetros fisiológicos em bovinos leiteiros submetidos ao estresse térmico

A seleção para produção de leite vem aumentando a suscetibilidade de vacas leiteiras ao estresse térmico, principalmente em raças europeias em regiões tropicais e sub-tropicais. Cerca de 95% do rebanho leiteiro no Brasil é composto por animais mestiços. O objetivo deste trabalho, conduzido no campo...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Dalcin, Vanessa Calderaro
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/89729
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/89729
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Vaca leiteira
Produção leiteira
Conforto térmico
Stress térmico
Milk production
Thermoregulation
Thermal comfort
Descripción
Sumario:A seleção para produção de leite vem aumentando a suscetibilidade de vacas leiteiras ao estresse térmico, principalmente em raças europeias em regiões tropicais e sub-tropicais. Cerca de 95% do rebanho leiteiro no Brasil é composto por animais mestiços. O objetivo deste trabalho, conduzido no campo experimental José Henrique Bruschi da Embrapa Gado de Leite, em Coronel Pacheco – MG, durante o mês de março de 2013, foi investigar alterações nos parâmetros fisiológicos de vacas leiteiras que identifiquem com maior fidedignidade o estresse calórico. Foram realizadas coletas de sangue para análise do hematócrito (Ht), contagem de eritrócitos (ERI) e contagem de hemoglobina (HEMO), além do registro da temperatura retal (TR), da frequência cardíaca (FC), da frequência respiratória (FR), do escore de ofegação (EO) em 38 fêmeas bovinas em lactação, divididas conforme o grupo genético em ½, ¾ e puras, durante seis dias nos turnos da manhã e da tarde. Os dados foram submetidos à análise da variância considerando os efeitos de grupo genético, dias, turnos e suas interações, com medidas repetidas no tempo e regressão “broken-line”. Houve efeito significativo para a interação grupo genético*dia*turno para TR, FC, FR e EO. Os valores de TR, FC, FR e EO do grupo de vacas puras HO foram maiores em relação ao grupo ¾ e esse em relação ao grupo ½. No grupo de vacas puras, as variáveis fisiológicas aumentaram linearmente com o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), sem apresentar inflexão. O ponto de inflexão das curvas de variáveis fisiológicas ocorreu num valor de ITU mais alto para o grupo ½ em relação aos demais. Os valores de Ht e HEMO foram distintos entre os grupos genéticos, mas não variaram com o ITU, mostrando que o estresse provocado não foi suficiente para alterar os parâmetros hematológicos medidos. A média de ITU durante o turno da manhã foi de 74, quando 70, 43 e 13% das vacas puras, ¾ e ½, respectivamente, se apresentavam com a FR acima dos padrões de referência. A FR foi o melhor indicativo do estresse térmico e seu valor crítico foi de 140mov/min para as vacas Girolando e 168 mov/min para a raça Holandesa. Vacas da raça Holandesa são mais sensíveis ao estresse térmico do que cruzas Holandês-Zebuíno.