Química a serviço da inteligência forense: estudo de novas substâncias psicoativas por metodologia in silico

As novas substâncias psicoativas (NPS-New Psychoactive Substances) estão cada vez mais presentes nas discussões sobre questões de aplicação da lei e políticas públicas. No entanto, ainda existem lacunas na classificação e caracterização das substâncias nunca identificadas, ou daquelas já conhecidas,...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Rodrigues, Caio Henrique Pinke
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-03052023-075104
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59138/tde-03052023-075104/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Chemometrics
New psychoactive
Novas substâncias psicoativas
Psychoactive substances
Química teórica
Quimiometria
Theoretical chemistry
Descrição
Resumo:As novas substâncias psicoativas (NPS-New Psychoactive Substances) estão cada vez mais presentes nas discussões sobre questões de aplicação da lei e políticas públicas. No entanto, ainda existem lacunas na classificação e caracterização das substâncias nunca identificadas, ou daquelas já conhecidas, mas reportadas por seu uso abusivo. Para entender mais sobre essas substâncias, principalmente as anfetaminas e as catinonas, este trabalho buscou aprofundar estudos utilizando metodologias in silico. Investigações espectroscópicas foram realizadas usando três abordagens: Ressonância Magnética Nuclear (RMN), Infravermelho (IV) e Ultravioleta-Visível (UV-Vis). Os dados referentes a cada técnica foram obtidos por meio de métodos de química teórica. A Teoria do Funcional da Densidade (DFT) foi utilizada para coletar dados tanto na fase gasosa quanto em solventes. A ideia foi produzir dados mais próximos aos resultados experimentais. Foram avaliados problemas relacionados à constatação e confirmação desses compostos. Diferentes abordagens quimiométricas foram usadas para verificar a adequação dos dados simulados aos experimentais. Todas as técnicas proporcionaram resultados satisfatórios para a caracterização das classes estudadas. Os modelos resultantes de RMN e IV foram capazes de auxiliar na interpretação dos dados de identificação e na elaboração de padrões de referência ao oferecer informações espectroscópicas. A avaliação realizada com UV-Vis indicou que, para a constatação, não há diferenciação clara entre as classes, necessitando de técnicas adicionais de caracterização, conforme diretrizes internacionais. Concluímos que os métodos in silico podem fornecer informações relevantes sobre as NPS. Esses estudos podem ser feitos de maneira ágil e podem ser capazes de alimentar a tomada de decisões, o que pode ser útil no processo de inteligência forense.