Investigando a relação entre riqueza de plantas, redundância utilitária e diversidade terapêutica em sistemas médicos locais

Ao longo do tempo, seres humanos desenvolveram um conjunto de saberes no campo da saúde, referentes à identificação de doenças, causas e estratégias de tratamento, importantes para a sua adaptação em diferentes situações socioambientais. Vários estudos têm tentado entender a dinâmica dos sistemas mé...

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Detalles Bibliográficos
Autor: ARAUJO, Alessandra Mesquita
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2:tede2/9315
Acceso en línea:http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/9315
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Etnobiologia
Semiárido
Planta medicinal
Medicina local
Conhecimento tradicional
Modelo de redundância utilitária
CIENCIAS BIOLOGICAS
Descripción
Sumario:Ao longo do tempo, seres humanos desenvolveram um conjunto de saberes no campo da saúde, referentes à identificação de doenças, causas e estratégias de tratamento, importantes para a sua adaptação em diferentes situações socioambientais. Vários estudos têm tentado entender a dinâmica dos sistemas médicos locais na perspectiva da resiliência, já que estes estão sujeitos a perturbações. Nesse caso, é relevante indicar como o conhecimento de plantas medicinais favorece pontos de resiliência dos sistemas médicos locais, principalmente em comunidades humanas que dependem desse conhecimento para a sua sobrevivência. O estudo tem como objetivo compreender a relação entre riqueza de plantas medicinais com redundância utilitária e diversidade terapêutica em 11 sistemas médicos locais situados no Nordeste brasileiro. Essa análise se deu em dois níveis: individual, tendo em vista a autonomia do indivíduo para tratar seus alvos terapêuticos a partir do conhecimento de plantas medicinais, verificando se a riqueza de plantas conhecidas afeta a redundância e o número de alvos terapêuticos atendidos pelo indivíduo; e a nível de sistema, verificando se a riqueza total de plantas presentes no sistema pode afetar a sua redundância, quando são consideradas todas as doenças atendidas pelo sistema. No nível individual, encontramos que a redundância utilitária e o número de alvos terapêuticos são afetados pela riqueza de plantas. Já no nível de sistemas, a riqueza de plantas não afetou valores de redundância utilitária. Sugerimos que os indivíduos aumentam conhecimento sobre plantas medicinais de modo a atender a diferentes alvos terapêuticos e também garantindo diferentes tratamentos para os alvos. No nível de sistemas, entretanto, sugerimos que a relação riqueza de plantas e redundância utilitária não se dá de forma direta, na qual a riqueza de plantas pode estar favorecendo a redundância somente de algumas doenças, compreendidas como mais importantes no sistema, não favorecendo o grau de redundância para o sistema como um todo. No entanto, um aumento na riqueza de plantas pode estar favorecendo um maior número de alvos terapêuticos atendidos pelo sistema.