Bem-estar de matrizes suínas em gestação: Estimativa da condição de conforto térmico, análise comportamental e produtiva no alojamento coletivo com uso de cama
A discussão do bem-estar de matrizes suínas gestantes é um tema em destaque em função do uso de gaiolas individuais. Assim, é urgente a geração de conhecimentos voltados ao alojamento coletivo. Objetivou-se com esta pesquisa avaliar aspectos produtivos, comportamentais, fisiológicos e bioclimáticos...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2012 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-10022012-142001 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11131/tde-10022012-142001/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Animal Bioclimatology Bioclimatologia animal Conforto térmico Suínos swine Thermal comfort |
| Sumario: | A discussão do bem-estar de matrizes suínas gestantes é um tema em destaque em função do uso de gaiolas individuais. Assim, é urgente a geração de conhecimentos voltados ao alojamento coletivo. Objetivou-se com esta pesquisa avaliar aspectos produtivos, comportamentais, fisiológicos e bioclimáticos resultantes do uso de cama na fase de gestação suína, em diferentes sistemas de alojamento. O experimento foi realizado no Município de Itu/SP, entre os meses de janeiro e setembro de 2010, durante 2 ciclos de gestação (experimentos 1 e 2). Em cada ciclo foram alojadas 216 porcas gestantes em quatro tratamentos de forma a avaliar: tipo de alojamento (combinado - GB ou coletivo B) e tipo de piso (cama de maravalha - CC ou concreto - SC). No capítulo 3 foram avaliadas características físicas do ambiente e indicadores fisiológicos de conforto térmico. No capítulo 4 foram avaliados os padrões comportamentais nos tratamentos, bem como resultados reprodutivos. Foram verificadas piores condições microclimáticas em cama (P<0,05), com aumento da temperatura e entalpia específica do ar (1,14 ºC e 2,37 kJ/kg ar seco, respectivamente). No experimento 2, ocorreu interação (P<0,05) entre horário e presença de cama, de forma que somente nos horários da manhã e meio dia a presença de cama implicou em aumento da temperatura e entalpia específica do ar. No experimento 1, a temperatura do piso na área suja apresentou-se maior em cama, com um aumento de 2,61 ºC (P<0,05). O mesmo ocorreu no experimento 2, no entanto, com interação entre temperatura do piso na área suja e horário. Em geral, a temperatura do piso na área limpa apresentou-se maior nos sistemas SC. No experimento 1 a temperatura retal não diferiu significativamente (P>0,05), diferentemente do experimento 2 no qual foi observado aumento significativo na presença cama. Em ambos os experimentos, a temperatura da pele e frequência respiratória apresentaram-se maiores em cama. Fêmeas mantidas em cama tiveram maiores frequências na postura em pé (20,9 e 31,4% para GBSC e GBCC e 20,6 e 39,2% para BSC e BCC, respectivamente). Foram encontradas evidências de que a cama diminui a ocorrência de estereotipias orais e lesões corporais. Os modelos desenvolvidos mostraram que a maioria das variáveis reprodutivas não foi afetada pelos tratamentos. O uso de cama alterou negativamente aspectos bioclimáticos do sistema, expresso na maior entalpia específica do ar, com as variáveis fisiológicas indicando maior estresse por calor. Por outro lado, a avaliação comportamental e de lesões indicou vantagens relacionadas ao uso de cama. A similaridade dos resultados produtivos obtidos mostra que o uso de cama e o alojamento em grupo durante toda a gestação devem ser considerados, no entanto, devem ser estudadas formas de climatização do ambiente produtivo para permitir bemestar térmico, associado a outros quesitos do bem-estar animal. |
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