Enfrentamento do câncer e seu tratamento em crianças: uma proposta de programa de intervenção usando práticas de mindfulness

Enfrentamento é um processo complexo, estudado sob diferentes perspectivas, e sendo foco de práticas de intervenção voltadas para o favorecimento desse processo. Pesquisadores e clínicos introduziram intervenções baseadas em mindfulness (IBAPs), desvinculando-a das origens cultural e religiosa, em p...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Sant´Anna, Joana Lezan
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/17056
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/17056
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Pediatric Cancer
Coping
Câncer infantil
Enfrentamento
Mindfulness
Psicologia Social
Câncer em crianças
CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::TRATAMENTO E PREVENCAO PSICOLOGICA::INTERVENCAO TERAPEUTICA
Descripción
Sumario:Enfrentamento é um processo complexo, estudado sob diferentes perspectivas, e sendo foco de práticas de intervenção voltadas para o favorecimento desse processo. Pesquisadores e clínicos introduziram intervenções baseadas em mindfulness (IBAPs), desvinculando-a das origens cultural e religiosa, em programas de tratamento de saúde mental, enfatizando a observação de pensamentos, emoções e sensações corporais, aceitando-os sem julgamentos, com objetivo de redução da ansiedade e aumento da regulação emocional. Iniciativas com crianças saudáveis e com adultos com câncer têm sido consideradas eficazes. Estes programas são pouco difundidos para tratamento oncológico infantil, apesar das possíveis contribuições. Esta tese de doutorado buscou elaborar, implementar e avaliar impactos de um programa exploratório utilizando práticas de mindfulness, visando favorecer o enfrentamento do câncer e seu tratamento, por crianças, com redução da ansiedade em relação ao tratamento e melhor manejo da dor. Foram realizados dois estudos pilotos antes da realização do estudo propriamente dito. Do estudo, participaram quatro crianças de sete a nove anos, em tratamento de câncer hematológico, na fase de indução, no Instituto Nacional do Câncer (INCA). Foram assinados o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, pelos responsáveis, e o Termo de Assentimento Livre e Esclarecido, pelas crianças. Foram aplicados os Formulários de Identificação e de Informações Sociodemográficas, e o Instrumento Informatizado de Avaliação do Enfrentamento da Hospitalização (AEH), na primeira etapa do estudo. Dois a sete dias após a aplicação dos instrumentos, iniciaram-se as oito sessões do Programa de enfrentamento do câncer infantil e seu tratamento (PECI-MIND). Após cada sessão foram registradas observações importantes de reações e falas dos participantes no Formulário de registro das sessões. Duas semanas após a última sessão, foram realizadas uma entrevista semiestruturada e nova aplicação do AEH, registradas em áudio, buscando avaliar as contribuições do PECI-MIND. Realizou-se análise qualitativa (análise de conteúdo em estudo de caso múltiplo) dos registros das sessões, das justificativas às respostas ao AEH e das respostas às perguntas da entrevista. Foi realizada avaliação pré/pós e também processual. Constatou-se a plena viabilidade da aplicação do PECI-MIND, munindo os participantes de novos recursos para lidarem com a difícil situação da internação para tratamento de doença grave. Todos os participantes aderiram bem ao PECI-MIND, realizando completamente as atividades propostas, em todas as sessões. Ressalta-se, portanto, o cumprimento dos objetivos deste estudo, com a estruturação do PECI-MIND e posterior implementação no INCA. Também foram avaliadas contribuições do PECI-MIND e identificadas necessidades de aprimoramento. Quanto às contribuições, verificou-se que os participantes desenvolveram domínio da prática da atenção para sua respiração e outros movimentos e aspectos da sua corporeidade, para enfrentarem acontecimentos ameaçadores, melhorando sua capacidade de regulação da ansiedade e manejo da dor. Com relação a aprimoramentos, percebeu-se a necessidade de criação de recursos para incrementar a participação das crianças em situações em que houve: manifestações de inquietude e agitação, dificuldade de apreenderem certos conceitos, como o de sentimento, e interferência da preferência delas por jogos e brinquedos que não constavam das atividades propostas. Espera-se que essa iniciativa traga subsídios para formulação de programas de semelhantes propósitos e investigações científicas.