A prece de Frantz Fanon : oh, meu corpo, faça sempre de mim um homem que questiona!

Baseado nas contribuições de Frantz Fanon, este artigo demonstra que o colonialismo, mediante o racismo, produz uma divisão maniqueísta do mundo entre a zona do ser e a zona do não-ser. Argumenta que os sujeitos coloniais, em geral, e os negros,em particular, habitam a zona do não-ser e, por isso, s...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Costa, Joaze Bernardino
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2016
País:Brasil
Recursos:Universidade de Brasília (UnB)
Repositório:Repositório Institucional da UnB
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.unb.br:10482/31822
Acesso em linha:http://repositorio.unb.br/handle/10482/31822
http://dx.doi.org/10.15448/1984-7289.2016.3.22915
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Fanon, Frantz, 1925-1961
Colonialismo
Corpo
Descrição
Resumo:Baseado nas contribuições de Frantz Fanon, este artigo demonstra que o colonialismo, mediante o racismo, produz uma divisão maniqueísta do mundo entre a zona do ser e a zona do não-ser. Argumenta que os sujeitos coloniais, em geral, e os negros,em particular, habitam a zona do não-ser e, por isso, são invisibilizados pelo olhar imperial. Diante disto, restará ao negro tornar visível sua existência por meio da afirmação de sua identidade e de seu corpo. Concluímos que a afirmação do corpo permite a elaboração do conhecimento a partir de uma localização particular, assim como permite reinventar um projeto político humanista.