O papel dos fundos de pensão como acionistas: um estudo com empresas brasileiras de capital aberto

O impacto de ativismo dos fundos de pensão sobre o desempenho econômico de empresas quando participam de seu bloco acionário tem sido pouco analisado. Estudos em economias desenvolvidas ao longo do tempo evidenciam a relevância dos fundos de pensão como investidores institucionais no mercado de capi...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Nese, Arlete De Araujo Silva
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2012
País:Brasil
Institución:Instituição de Ensino Superior e de Pesquisa (INSPER)
Repositorio:Repositório Institucional da INSPER
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.insper.edu.br:11224/1033
Acceso en línea:https://repositorio.insper.edu.br/handle/11224/1033
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Fundos de pensão
Governança corporativa
Ativismo
Desempenho econômico
Mercados emergentes
Brasil
Pension funds
Corporate governance
Activism
Economic performance
Merging markets
Brazil
Descripción
Sumario:O impacto de ativismo dos fundos de pensão sobre o desempenho econômico de empresas quando participam de seu bloco acionário tem sido pouco analisado. Estudos em economias desenvolvidas ao longo do tempo evidenciam a relevância dos fundos de pensão como investidores institucionais no mercado de capitais. Esta importância decorre da larga posição acionária, do ativismo na governança corporativa e monitoramento das companhias na obtenção de maiores retornos. Assim, de forma a se buscar evidências no mercado brasileiro, como país representativo de mercados emergentes, utilizou-se base acionária de 442 empresas de capital aberto, com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa) entre 1995 e 2009, para verificar como a participação dos fundos de pensão nos blocos de controle acionário das empresas afeta o desempenho econômico e de mercado dessas companhias. Há evidências em algumas regressões de que, a presença dos fundos de pensão nos blocos de controle aumentou o retorno contábil das empresas. Porém, somente em regressões em que os fundos de pensão, em conjunto, detêm o controle majoritário da companhia. Em nenhuma das regressões do modelo o efeito contábil foi reduzido quando observadas empresas pertencentes a grupos econômicos ou controladas pelo estado, ou quando havia participação de fundos de pensão de patrocínio público. No entanto, efeito positivo, encontrado em retorno contábil, não foi evidenciado em nenhuma das formas sobre o Q de Tobin, uma medida de valor de mercado das firmas. Uma possível explicação é que outros investidores de mercado não identificam valor na participação dos fundos de pensão no bloco de controle acionário de empresas.